Mostrar mensagens com a etiqueta Aguarela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aguarela. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Caminhada em Sintra


Ontem à tarde fui passear a Sintra e trouxe alguns bocadinhos dos 7km do caminho percorrido. Segui pela Rampa da Pena (percurso pedestre que começa à porta de Seteais e sobe até à estrada que vai dar ao castelo) e depois virei à direita, como quem vai para os Capuchos, até à Tapada do Mouco.
É comum eu apanhar musgos, liquenes e raminhos para poder desenhar em casa, mas a maior parte das vezes não tenho tempo de os desenhar imediatamente e começam a ficar estragados. Ontem não quis deixar que isso acontecesse e enquanto tinha o jantar ao lume, fiz uns apontamentos rápidos do que recolhi. A contrapartida é que descurei os tachos e deixei queimar o arroz.
Para estes esboços usei grafite e aguarela aplicada com o Water Brush Pen (uma caneta-pincel com um compartimento que leva água - prático para transportar mas menos controlável que um pincel tradicional).

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Dry Brush



A mesma pinha de 15mm serviu-me novamente como modelo: desta vez para uma aguarela à escala 1:1. Aqui a aguarela foi trabalhada muito seca e com um pincel 000, segundo a técnica Dry brush que nos foi explicada pelo Filipe Franco.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Norfolk



Tirei uns de férias para ir visitar a minha amiga "londrina" e fomos as duas fazer um curso de pintura a Norfolk, durante 6 dias. Independentemente do nível de experiência dos 10 alunos participantes (desde principiantes no desenho até pintores profissionais), toda a gente aprendeu muito. Foram dias de árduo trabalho de reaprender a ver.

Mais do que as obras acabadas, o mais interessante que trouxemos para casa foi o que concluímos do processo de aprendizagem.

Aqui deixo as minhas notas sobre aquilo que aprendi ou que estou ainda a tentar perceber e a tentar integrar nos meus hábitos.



Proporção

Usar objectos à frente ou atrás do modelo para servirem de referência. Desenhar os contornos dos objectos de trás e da frente e marcar os pontos de intersecção; comparar estes contornos seccionados com o modelo e verificar se são necessários ajustes às proporções.




Linha

Explicar o que se está a passar em cada zona do modelo. Quando as linhas convergem ou divergem devem representar as superfícies que passam à frente de outras ou que recuam.



Variação de cor

Evitar repetições de cor. Não há duas cores iguais na natureza: uma superfície de cor uniforme não é percebida como tal porque a luz altera a cor em cada ponto.





Mistura progressiva de cor

As misturas usando apenas cores primárias criam uma gama de cores muito limitada. Para conseguir a máxima variação usar todas as cores - secundárias (verde, laranja, violeta),
complementares e outras. Usar uma porção de uma mistura para adicionar a uma nova cor e reservar uma porção da mistura original. Repetir o processo quantas vezes for necessário. Convém usar uma paleta grande e plana.





Brilho e contraste relativos

Não representar cada objecto como um elemento independente da cena em que se enquadra.
Relacionar o brilho e contrastes relativos dos objectos no seu contexto.





Luz reflectida

As superficies adjacentes que têm cores diferentes interrefletem a luz entre si. Devem ser, por
isso, "sujas" com a cor da superfície próxima. Com este cuidado a representação o espaço é mais
perfeita e a pintura ganha profundidade.





Perspectiva

A representação simultânea de objectos próximos e distantes requer que o observador se mantenha exactamente no mesmo sítio e que use apenas um olho para observar o modelo. Para se posicionar, deve procurar alinhar um objecto da frente com um de trás, e sempre que tiver de se mexer, terá de se realinhar de novo. Começar por assinalar esse ponto de referência no papel e fazer o desenho nascer daí. Representar ângulos e formas como se estivessem projectados no vidro de uma janela à nossa frente.



terça-feira, setembro 05, 2006

Musgo no seu habitat


Grafite e aguarela. 5 de Setembro de 2006

Esta era a ilustração que eu sentia que me faltava para completar a série do musgo: o seu habitat.
Aproveitei para experimentar a técnica da aguarela sobre grafite. A ideia é fazer primeiro um desenho completo a grafite que funcione sem cor; a seguir aplica-se uma borrifadela de fixador em spray (só uma mesmo!); por fim, dá-se cor com a aguarela nas zonas para onde queremos dirigir a atenção do observador.
Para quem estiver interessado nesta técnica, veja o trabalho do ilustrador Dugald Stermer. http://www.dugaldstermer.com/
Esta ilustração foi feita a partir de uma foto que tirei em Sintra no Parque de Monserrate.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Tronco com musgo


Aguarela, 28 de Agosto de 2006

Mais um exercício de aguarela. Usei como referência uma foto que tirei em Sintra no Parque da Pena. Desta vez experimentei trabalhar num formato grande (32,5 x 46cm) e num cavalete. Descobri duas coisas:
- é preciso muito mais tinta! Andar constantemente a espremer as pastilhas não é prático! Depois de acabar este exercício optei por comprar aguarelas em tubos das cores que uso mais, porque desta forma é muito mais fácil preparar cores em quantidade suficiente para toda a área de aplicação;
- a tinta escorre! Quando pintar no cavalete com muita água é preciso ter uma esponja ou papel absorvente sempre à mão.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Bloquinho de aguarelas

Estas são as primeiras páginas do meu bloquinho de papel de aguarela 15x10cm. São mais algumas aguarelas que fiz para praticar a técnica.



Sementes de uma árvore.
Aguarela sobre grafite.



Folha de nespereira



Sardinha
Primeiro desenhada, depois comida.



Frutos de catapereiro. Estes são os frutos do antepassado da pereira. O catapereiro é uma árvore que cresce espontanamente no Alentejo.



Paisagem de um livro: parque natural na Alemanha.

segunda-feira, julho 24, 2006

Retrospectiva às minhas aguarelas

Dentro de pouco tempo irei a Inglaterra visitar uma amiga e fazer um curso de aguarela durante uma semana.
Tenho praticado e decidi reunir esboços e exercícios antigos e novos; aqui podem ver alguns deles.



Rosa e Laranja. Maio de 1997
Apontamentos num diário gráfico do secundário, feitos a partir de um livro.



Paisagem do Jardim Botânico da FCUL. Agosto de 1999
Numas férias de verão tirei um dia para passear e desenhar um pouco. Este desenho foi feito com marcador preto antes de aplicar cor.



Pimento. Setembro de 2000
Em tempo de sardinhadas, pintei este pimento com aguarelas como base e pastel por cima. Gostei bastante do efeito.



Experiências. Agosto de 2001
Voltei à técnica "pastel (ou lápis de cor) sobre aguarela" para fazer algumas experiências.



Coroa imperial. Agosto de 2005
O meu Elfo estraga-me com mimos e, volta e meia, aparece-me com um ramo de flores que eu tento desenhar logo que possível para não murcharem. Desta vez tinha umas belissímas flores branquinhas que me desafiaram a representar a pureza do branco. Foi nesta altura que percebi que queria aprender a dominar muito bem a aguarela e daí para a frente comecei a fazer exercícios nesta técnica.



Romãs. Novembro de 2005
Estas foram pintadas à pressa e sem a dedicação que mereciam. Além disso a textura foi aplicada antes de a volumetria e claro-escuro estarem bem resolvidos.



Tangerina. Dezembro de 2005
Antes de pintar esfreguei uma vela na zona do papel onde iriam estar os brilhos da laranja. A cera acumulou-se nos altinhos do papel de aguarela e vedaram-nos às sucessivas pinceladas cor de laranja. Aqui consegui fazer uma sombra razoavelmente suave porque já sabia um pouco melhor como trabalhar a húmido sobre húmido.



Rosa. Janeiro de 2006
Mais um miminho do Elfinho. :) Antes de pintar a rosa a aguarela fiz um estudo prévio do claro-escuro a grafite. Foi uma óptima ajuda e um procedimento que recomendo. Não acabei a aguarela porque não tive tempo e entretanto o botão murchou, mas fiquei muito contente com o resultado porque, para variar, tem um ar fresco e não está sobretrabalhado.



Copinhos de licor. Junho de 2006
Os meus lindos copinhos de vidro verde foram comprados na Feira da Ladra. Infelizmente tive o azar de partir um deles mas como gosto tanto do vidro acabei por guardar o que sobrou para usar como godé para a tinta-da-china.
Aqui consegui trabalhar bem as cores mas acho que sobrepus demasiadas aguadas e ficaram com aquele ar lambido que me chateia.



Outra rosa. Julho de 2006
Um exercício feito à hora de almoço. Fiquei contente com as cores mas tenho pena de não ter tido tempo de trabalhar melhor os contrastes.



Laranja. Julho de 2006
Tentei mudar de estilo e em vez de tentar esfumar as pinceladas como de costume, trabalhei as manchas mais descontraidamente e com menos passagens de pincel.

segunda-feira, maio 22, 2006

Timmiella barbuloides: a aguarela terminada



21 de Maio de 2006
Finalmente tomei coragem para acabar a arte-final para o curso de ilustração científica.
Já começo a sentir-me mais à vontade a trabalhar a aguarela.

terça-feira, março 28, 2006

Flora do Alqueva
















Grafite, aguarela. 24 e 25 de Março
Paisagem alagada; azinheiras; erica; aroeira; teucreo; tojo; cystus.
Estas plantas são algumas das que pude observar na saída de campo ao Alqueva.

sábado, março 25, 2006

Work in progress




Desde Fevereiro de 2006

Aguarela

Esta ilustração é uma arte final em que tenho vindo a trabalhar desde há algum tempo e cujas fases fui documentando.

Capsulas da Timmiella


Marcadores pretos, aguarela
9 de Março
Quando recolhi as minhas amostras de Timmiella estas cápsulas eram completamente verdes e mais estreitas. Ao longo do tempo que as conservei amadureceram e o opérculo (a "tampinha") diferenciou-se.

terça-feira, março 07, 2006

Desenvolvimento da Funaria


Marcadores pretos, aguarela. Início de Janeiro, fim de Fevereiro.

Funaria hygrometrica

Desde que recolhi as minhas amostras de musgo tenho-as conservado na varanda, com luz e humidade. Algumas têm-se desenvolvido e pude observar a evolução do amadurecimeto das cápsulas.

sexta-feira, março 03, 2006

Estruturas da Funaria hygrometrica



Grafite, aguarela. 28 de Fevereiro

Funaria hygrometrica

A Cecília e a Margarida têm sido ajudas preciosas e emprestaram-me um glossário de termos de briologia. Obrigada! Estes apontamentos foram retirados desse livro e ajudaram-me bastante a perceber as estruturas de um musgo.