segunda-feira, setembro 04, 2006

Laranjada

Laranja. Guache. 1 de Setembro de 2006

Outra vez a mesma laranja. Aquela que já desenhei a grafite e depois a aguarela...
Desta vez foi a vez de relembrar a técnica do guache. Usei apenas as três cores primárias e o branco para conseguir os vários tons de cor de laranja. Talvez por isso as cores sejam muito menos vivas, saturadas, do que a versão que fiz em aguarela.

Tronco com musgo


Aguarela, 28 de Agosto de 2006

Mais um exercício de aguarela. Usei como referência uma foto que tirei em Sintra no Parque da Pena. Desta vez experimentei trabalhar num formato grande (32,5 x 46cm) e num cavalete. Descobri duas coisas:
- é preciso muito mais tinta! Andar constantemente a espremer as pastilhas não é prático! Depois de acabar este exercício optei por comprar aguarelas em tubos das cores que uso mais, porque desta forma é muito mais fácil preparar cores em quantidade suficiente para toda a área de aplicação;
- a tinta escorre! Quando pintar no cavalete com muita água é preciso ter uma esponja ou papel absorvente sempre à mão.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Linóleo



Aqui está o desenho prévio e a matriz que gravei em linóleo. Agora só falta a impressão.

Bloquinho de aguarelas

Estas são as primeiras páginas do meu bloquinho de papel de aguarela 15x10cm. São mais algumas aguarelas que fiz para praticar a técnica.



Sementes de uma árvore.
Aguarela sobre grafite.



Folha de nespereira



Sardinha
Primeiro desenhada, depois comida.



Frutos de catapereiro. Estes são os frutos do antepassado da pereira. O catapereiro é uma árvore que cresce espontanamente no Alentejo.



Paisagem de um livro: parque natural na Alemanha.

segunda-feira, julho 24, 2006

Retrospectiva às minhas aguarelas

Dentro de pouco tempo irei a Inglaterra visitar uma amiga e fazer um curso de aguarela durante uma semana.
Tenho praticado e decidi reunir esboços e exercícios antigos e novos; aqui podem ver alguns deles.



Rosa e Laranja. Maio de 1997
Apontamentos num diário gráfico do secundário, feitos a partir de um livro.



Paisagem do Jardim Botânico da FCUL. Agosto de 1999
Numas férias de verão tirei um dia para passear e desenhar um pouco. Este desenho foi feito com marcador preto antes de aplicar cor.



Pimento. Setembro de 2000
Em tempo de sardinhadas, pintei este pimento com aguarelas como base e pastel por cima. Gostei bastante do efeito.



Experiências. Agosto de 2001
Voltei à técnica "pastel (ou lápis de cor) sobre aguarela" para fazer algumas experiências.



Coroa imperial. Agosto de 2005
O meu Elfo estraga-me com mimos e, volta e meia, aparece-me com um ramo de flores que eu tento desenhar logo que possível para não murcharem. Desta vez tinha umas belissímas flores branquinhas que me desafiaram a representar a pureza do branco. Foi nesta altura que percebi que queria aprender a dominar muito bem a aguarela e daí para a frente comecei a fazer exercícios nesta técnica.



Romãs. Novembro de 2005
Estas foram pintadas à pressa e sem a dedicação que mereciam. Além disso a textura foi aplicada antes de a volumetria e claro-escuro estarem bem resolvidos.



Tangerina. Dezembro de 2005
Antes de pintar esfreguei uma vela na zona do papel onde iriam estar os brilhos da laranja. A cera acumulou-se nos altinhos do papel de aguarela e vedaram-nos às sucessivas pinceladas cor de laranja. Aqui consegui fazer uma sombra razoavelmente suave porque já sabia um pouco melhor como trabalhar a húmido sobre húmido.



Rosa. Janeiro de 2006
Mais um miminho do Elfinho. :) Antes de pintar a rosa a aguarela fiz um estudo prévio do claro-escuro a grafite. Foi uma óptima ajuda e um procedimento que recomendo. Não acabei a aguarela porque não tive tempo e entretanto o botão murchou, mas fiquei muito contente com o resultado porque, para variar, tem um ar fresco e não está sobretrabalhado.



Copinhos de licor. Junho de 2006
Os meus lindos copinhos de vidro verde foram comprados na Feira da Ladra. Infelizmente tive o azar de partir um deles mas como gosto tanto do vidro acabei por guardar o que sobrou para usar como godé para a tinta-da-china.
Aqui consegui trabalhar bem as cores mas acho que sobrepus demasiadas aguadas e ficaram com aquele ar lambido que me chateia.



Outra rosa. Julho de 2006
Um exercício feito à hora de almoço. Fiquei contente com as cores mas tenho pena de não ter tido tempo de trabalhar melhor os contrastes.



Laranja. Julho de 2006
Tentei mudar de estilo e em vez de tentar esfumar as pinceladas como de costume, trabalhei as manchas mais descontraidamente e com menos passagens de pincel.

quinta-feira, julho 06, 2006

Prolongamento da exposição


Aos interessados e que ainda não tiveram oportunidade de ir ver a exposição de ilustração científica:
A exposição foi prolongada até dia 21 de Julho de 2006.
Os horários mantêm-se: 10h-12h30m / 14h-17h de 2ª a 6ª feira.
http://www.mnhn.ul.pt/

O trabalho que aqui mostro é um dos que poderão lá ver. É um exercício em scratchboard: uma espécie de cartão com uma superfície especial em gesso. Este material permite a aplicação de tinta da china (com aparo ou pincel) mas também a sua raspagem. Assim conseguem-se obter linhas brancas mesmo depois de a superfície já te sido pintada de preto. Foi assim que representei os pelinhos do esquilo.

quinta-feira, junho 22, 2006

Abertura da Exposição


Caros amigos!

Cecília, Teresa, Fátima, Filipa, Marisa, Jorge, Gilda, Sara, Pedro, Carlos, Carla, Pai, Elfinho! Estou muito contente por ter contado com a vossa presença ontem na exposição!
Paula, Sara, Priminha, Miguel: agradeço que tenham tentado aparecer!

Para os que ainda não foram aqui ficam algumas notas para lhes abrir o apetite.

Há quatro áreas distintas:
1. Ficus macrophylla. À esquerda da entrada estão os desenhos da ilustre árvore que vos dá as boas vindas à entrada do Jardim Botânico. Foi um exercício do curso.
2. Diários gráficos. Dentro de um armário com portas de vidro vão encontrar uma série de bloquinhos com desenhos e apontamentos.
3. Exercícios e estudos. Ao longo do corredor e numa parede da sala grande podem ver muitos esboços, desenhos preliminares e exercícios a tinta da china sobre scratchboard.
4. Artes finais. Três paredes mostram os desenhos acabados.


Quanto aos meus trabalhos, poderão encontrar oito peças:
- exercícios a tinta da china sobre scratchboard (feito a aparo, pincel e raspado com uma lâmina);
- uma laranja a grafite;
- três estudos sobre o musgo (vários briófitos, evolução da Funaria, cápsulas da Timmiella)
- um estudo de plantas do Alqueva;
- uma arte final da Timmiella barbuloides a aguarela;
- e uma prancha sobre a Timmiella que combina a aguarela anterior com desenhos a tinta da china sobre poliester.



As condições da exposição não são perfeitas mas espero que percebam que a riqueza está nos desenhos e não nas paredes.

Se puderem aproveitem também para fazer uma visita ao Jardim Botânico!

terça-feira, junho 20, 2006

Exposição de Ilustração Científica


Finalmente!
Por fim vamos inaugurar a exposição dos cursos do professor Pedro Salgado, na qual poderão ver os meus trabalhos sobre o musgo (e outros).

Vai ser no Museu de História Natural (Rua da Escola Politécnica) numa sala com vista para o Jardim Botânico. O metro mais próximo é o do Rato.

Inauguração: amanhã, dia 21 de Junho pelas 18.30 horas.

A exposição estará aberta ao público de 22 de Junho a 7 de Julho de 2006, na Sala Bocage do Museu Nacional de História Natural.
Horário: 2ª a 6ª feira, das 10h-12h30m / 14h- 17h, entrada gratuita

Venham! Venham! Espero por vocês!

http://www.mnhn.ul.pt/

(No desenho podem ver a ilustre Ficus macrophylla.)

terça-feira, maio 30, 2006

Prancha sobre a Timmiella (nova versão)


Esta é a versão final da prancha com uma aguarela e desenhos a tinta da china.
Optei pela orientação A3 ao baixo e suprimi alguma informação redundante. Inseri o nome científico da planta e uma legenda. Também coloquei escalas gráficas sob a forma de uma linha.

terça-feira, maio 23, 2006

Prancha sobre a Timmiella



Estes são dois estudos para a composição de uma prancha A3 ou 2 A4. Este trabalho vai ser feito a tinta da china e servirá como conclusão sobre o que aprendi sobre a Timmiella barbuloides. Penso que esclarece bem que, afinal, um musgo não é apenas um tapete verde e fofinho mas um conjunto de pequenas plantinhas a viver em comunidade.
Ainda tenho de decidir se vou incluir texto (o nome da espécie e uma legenda das várias partes) e como inserir as escalas.
Todas as sujestões são benvindas.

segunda-feira, maio 22, 2006

Timmiella barbuloides: a aguarela terminada



21 de Maio de 2006
Finalmente tomei coragem para acabar a arte-final para o curso de ilustração científica.
Já começo a sentir-me mais à vontade a trabalhar a aguarela.

quinta-feira, maio 18, 2006

Florzinha de uma árvore


Grafite HB, 3B e 6B; marcadores Sakura .005, .02 e .05
Comprei dois livros com a obra completa de gravura do Dürer para aprender a trabalhar a linha. As florinhas que encontrei a cair de uma árvore me Algés serviram-me para fazer algumas experiências. Tentei descrever a volumetria através da direcção das linhas. Ainda não estou totalmente satisfeita com o resultado por isso ainda tenho muito trabalho pela frente.

terça-feira, março 28, 2006

Flora do Alqueva
















Grafite, aguarela. 24 e 25 de Março
Paisagem alagada; azinheiras; erica; aroeira; teucreo; tojo; cystus.
Estas plantas são algumas das que pude observar na saída de campo ao Alqueva.

sábado, março 25, 2006

Work in progress




Desde Fevereiro de 2006

Aguarela

Esta ilustração é uma arte final em que tenho vindo a trabalhar desde há algum tempo e cujas fases fui documentando.

Capsulas da Timmiella


Marcadores pretos, aguarela
9 de Março
Quando recolhi as minhas amostras de Timmiella estas cápsulas eram completamente verdes e mais estreitas. Ao longo do tempo que as conservei amadureceram e o opérculo (a "tampinha") diferenciou-se.

terça-feira, março 07, 2006

Desenvolvimento da Funaria


Marcadores pretos, aguarela. Início de Janeiro, fim de Fevereiro.

Funaria hygrometrica

Desde que recolhi as minhas amostras de musgo tenho-as conservado na varanda, com luz e humidade. Algumas têm-se desenvolvido e pude observar a evolução do amadurecimeto das cápsulas.

sexta-feira, março 03, 2006

Estruturas da Funaria hygrometrica



Grafite, aguarela. 28 de Fevereiro

Funaria hygrometrica

A Cecília e a Margarida têm sido ajudas preciosas e emprestaram-me um glossário de termos de briologia. Obrigada! Estes apontamentos foram retirados desse livro e ajudaram-me bastante a perceber as estruturas de um musgo.

quarta-feira, março 01, 2006

Folha da Timmiella



Marcadores pretos. 21, 29 de Fevereiro de 2006
Timmiella barbuloides. Secção da costa; ápice; secção da lâmina.
Estes desenhos foram feitos a partir da observação das folhas da Timmiella num microscópio, com uma ampliação de 60x. A transferência para o papel foi feita através da câmara clara, integrada no mesmo microscópio.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006