segunda-feira, maio 07, 2007

Linarea


Semeei Bocas-de-Lobo (Antirrhinum majus) para poder desenhar. Enquanto espero que as (ainda) minúsculas plantinhas se desenvolvam, vou desenhando outras flores.

Esta - a Linarea - é da mesma família.

quinta-feira, abril 26, 2007

Chaga


Esta flor foi trazida da minha última passeada em Sintra, ontem à tarde. Foi apanhada na descida de Sta. Eufémia para S. Pedro e desenhada assim que cheguei a casa. O objectivo foi perceber a anatomia desta flor, que tem a particularidade de ter dois tipos de pétalas diferentes.


Arranjei um método para fazer desenhos coloridos sem perder ou esconder informação botânica relavante. Primeiro faço um desenho de linha a grafite, com todo o cuidado para representar correctamente as proporções e as inserções das várias partes; a seguir sobreponho uma folha de papel vegetal e trabalho nela com lápis de cor, como se fosse uma nova layer num software de edição de imagem. Assim posso ver só a linha, só a cor, ou tudo junto.


Fica também aqui o apontamento de que a chaga é uma flor comestível e saborosa (tem um travo a agrião e é adocicada) e pode ser usada em saladas, por exemplo! Bom apetite!

terça-feira, abril 17, 2007

Passarocos


No fim de semana passado reservei um tempinho para desenhar os habitantes de uma grande gaiola. Numa hora e meia ocupei 4 páginas de esboços. Cada página corresponde a um tipo de pássaro: bengalins, rouxinóis (irrequietos!), rolas-diamante e pardais-de-Java (modelos mais sossegados).

quinta-feira, abril 12, 2007

Árvores


Estou a preparar um novo projecto inspirado nas árvores. Vai ser um livrinho ilustrado de edição caseira e limitada, que a Marina Palácio me desafiou a criar, no contexto do projecto 'Massa Folhada'.
A 'Massa Folhada' é um projecto a Marina criou com o objectivo de "cruzar/experimentar novos ingredientes gráficos e temperos estéticos" e já conta com dois títulos.
http://rodapedaleira.com.sapo.pt/massafolhada.htm



quarta-feira, abril 04, 2007

Flores de pessegueiro



A primavera e dois livros sobre pintura chinesa que me vieram ter às mãos, inspiraram estas experiências.

Trabalhei com um pincel chinês, com tinta diluída e aplicando húmido sobre húmido. São desenhos muito rápidos em que as formas são definidas com pouco mais do que uma pincelada.

O meu objectivo foi tentar fazer desenhos rápidos, frescos e sintéticos, para contrariar a minha tendência natural para analizar, representar os ínfimos pormenores e "perder" horas que não tenho.

Não estou contente com as folhas mas gostei bastante das flores que fiz.

quinta-feira, março 29, 2007

Paciência de chinês

Este é o relato da minha aventura com a caligrafia chinesa.


Foi-me pedido que pintasse uma faixa comemorativa com caracteres chineses, para oferecer ao mestre do meu professor de tai chi e kung fu. Fiquei um bocado intimidada com a exigência que este trabalho iria ter, mas com o incentivo da Marina e do Filipe, lá decidi aceitar o desafio.

Na manhã de sexta feira passada fui comprar o material. Precisava de um papel com, pelo menos, 1,5m de comprimento, e de preferência papel de arroz. Com sorte lá achei papel de arroz em rolo.

Na manhã de sábado estive a preparar o meu estirador e a experimentar trabalhar sobre o papel de arroz pela primeira vez. À noite fui buscar um livro emprestado para aprender a sequência dos traços em que cada caracter é desenhado.


Domingo de manhã foi a altura de visitar a Maria, que me deu uma lição preciosa sobre a maneira de usar o pincel. Cada ponto ou traço (horizontal, vertical, obliquo ou curvo) tem muita ciência e, para se conseguir a forma correcta é preciso combinar a quantidade certa de tinta no pincel, a pressão e a velocidade variáveis, e a direcção em que o pincel é pousado, puxado e levantado.

Domingo de tarde estive a treinar de acordo com os ensinamentos da Maria. A determinada altura, o pincel começou a fazer o que eu mandava. :)


Segunda feira de manhã estive a praticar os caracteres que precisava de desenhar. Usei umas folhas com quadrícula que a Maria me deu e que são usadas na China na escola primária.


Terça feira de manhã foi a altura de pôr à prova o que eu tinha aprendido. Pratiquei mais um pouco sobre o papel de arroz e quando me senti segura com o resultado ataquei a faixa com a pintura final.


Ontem de manhã, quarta feira, fiz os acabamentos: a montagem da faixa numas canas e a aplicação de um carimbo vermelho da associação de artes marciais, à maneira dos selos que os chineses aplicam.

Hoje, quinta feira, tenho um seminário de kung fu com o mestre chinês e vamos oferecer-lhe a faixa. Esperemos que ele goste!

Esta foi uma experiência muito interessante pela quantidade de informação que reuni de várias fontes em pouquíssimo tempo e por haver um círculo de pessoas envolvidas e entusiasmadas com este projecto. Obrigado Pedro, Marina, Marisa, Maria, Fátima, Teresa, Filipe e António por todo o apoio.

Se alguém estiverer interessado em caligrafia chinesa escrevam-me e posso sugerir materiais e livros.
Para os curiosos pelas artes marciais, deixo aqui o endereço da associação de que sou sócia:
http://www.ymaaportugal.com/ .

quarta-feira, março 21, 2007

Cardo


Este é um cardo que encontrei perto de casa a assinalar a chegada da primavera.
Ao longo de uma semana fui trabalhando neste desenho a lápis de cor aos bocadinhos, tendo totalizado 6h30 de trabalho. Os lápis de cor permitem um trabalho muito mais rápido do que a aguarela e levantam menos problemas técnicos.

terça-feira, março 13, 2007

Nocturnus

Esta é a capa de um livro escrito por um amigo. Fiz a ilustração em scratchboard.
Aqui fica o site onde podem conhecer um pouco do universo deste romance. http://nocturnus.com.sapo.pt/

segunda-feira, março 05, 2007

Líquenes e briófitos dos carvalhais

Estas são três ilustração que em breve irão ser publicadas num guia de campo sobre líquenes e briófitos dos carvalhais.


Líquene: Parmelia.

Musgo: Funaria hygrometrica.


Hepática: Frullania.

Rola da avó


Este é um desenho antigo que fiz com lápiz de cor quando tinha 16 anos. É a rola da minha avó.

Ainda a Casuarina, mas agora em aguada


Esta é mais uma versão do fruto da árvore do género Casuarina, desta vez uma aguada de tinta da china.

A técnica trabalha-se de forma semelhante à aguarela, mas com a vantagem de resistir a mais sobreposições de camadas. Ao contrário da aguarela, cujo pigmento fica depositado à superfície do papel, a aguada de tinta da china parece entrar mais profundamente no papel. O problema da aguarela é que quando se está a dar, por hipótese, uma sétima camada numa área seca e já muito trabalhada, a tendência é o pigmento previamente depositado começar a levantar; assim, a determinada altura começa-se a destruir uma ilustração em vez de a melhorar!

Outro factor muito importante quando se pretende fazer uma ilustração com muitas camadas é a qualidade do papel. Nesta ilustração usei, pela primeira vez o papel Arches Cold Pressed 100% Algodão de 300g. É de longe o melhor que usei até hoje! Custa pagá-lo, mas vale a pena porque, ao contrário dos outros que usei, mesmo com muitas passagens de pincel as fibras da superfície do papel mantêm-se praticamente inalteradas e não esfarelam nem prejudicam o efeito das últimas aplicações de aguadas.

quinta-feira, março 01, 2007

Desenho de modelo #1

Ontem fui a uma sessão de desenho de modelo e estes são 2 dos 6 desenhos que fiz. Um foi feito com marcador futura diluído com água; o outro foi feito com lápis de sanguínea.

Se alguém estiver interessado em ir a alguma sessão (em Alvalade) , escreva-me que eu explico os detalhes.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Bocadinho do Alentejo


Fui passar o fim de semana ao Alentejo e trouxe de lá um bocadinho da terra sob a forma de desenhos.

A flor a aguarela é a prenda de aniversário da minha mãe. Chama-se Campaínha ou Narcisus bulbocodium.
A paisagem foi um esboço que fiz já com os últimos raios de luz a querer fugir, com o water brush.



sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Lobo Ibérico




No verão passado visitei o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, ali para os lados da Malveira. Vimos um lobo do qual conseguimos apenas algumas fotos desfocadas mas que serviram de base a este estudo em scratchboard.


Este trabalho foi feito com uma agulha sobre scratchboard preto da canson. Não recomendo este material porque é pouco controlável e quando se tentam raspar linhas cruzadas saltam grandes lascas e abrem-se brancos maiores do que o previsto... Eu fiz algumas correcções com marcador preto para atenuar a força de alguns brancos.


O material ideal é o ESSDEE Brittish Scraperboard que não se encontra nas lojas portuguesas mas que se pode mandar vir de Londres.

Mais uma rosa


Entrou cá em casa mais uma rosa que me estava a pedir uma aguarela... mas como hoje não tenho a minha caixa de aguarelas comigo, arranjei-me com o material que tenho por aqui.


A versão monocromática é uma aguada de tinta da china.


A versão a cores foi feita com marcadores Tombo (rosas 850, 761 e 703, salmão 873, amarelo 090, verdes 171 e 192, azuis 491 e 553 e cinza N95) sobre papel Canson Marker 70g. É uma técnica muito boa para fazer estudos mas a falta de resistência do papel limita o número de sobreposições possíveis...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Camaleão Algarvio

Ando com vontade de voltar a desenhar camaleões.
Estes desenhos foram feitos em Fevereiro de 2002 no interior do Algarve, perto de Boliqueime. O pai do meu amigo apanhou um destes bichinhos para eu ver e, como ele era muito sossegadinho, passei um par de horas a desenhá-lo. Quando terminei, deixei-o numa laranjeira e ele voltou à sua vidinha no campo.
Os desenhos a cor foram inicialmente feitos a aparo e dioxene diluído em àgua e depois coloridos com aguarela.
Alguem sabe se há algum sítio onde eu possa ir ver (e desenhar) camaleões, aqui para os lados de Lisboa? O Jardim Zoológico não tem...

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Caminhada em Sintra


Ontem à tarde fui passear a Sintra e trouxe alguns bocadinhos dos 7km do caminho percorrido. Segui pela Rampa da Pena (percurso pedestre que começa à porta de Seteais e sobe até à estrada que vai dar ao castelo) e depois virei à direita, como quem vai para os Capuchos, até à Tapada do Mouco.
É comum eu apanhar musgos, liquenes e raminhos para poder desenhar em casa, mas a maior parte das vezes não tenho tempo de os desenhar imediatamente e começam a ficar estragados. Ontem não quis deixar que isso acontecesse e enquanto tinha o jantar ao lume, fiz uns apontamentos rápidos do que recolhi. A contrapartida é que descurei os tachos e deixei queimar o arroz.
Para estes esboços usei grafite e aguarela aplicada com o Water Brush Pen (uma caneta-pincel com um compartimento que leva água - prático para transportar mas menos controlável que um pincel tradicional).

Ida ao zoo


Passei a manhã de sábado a rever o zoo de Lisboa e a praticar desenhos dos animais ( desenhos rápidos, caso contrário a minha companheira morreria de tédio :p). Levei um estojo com vários marcadores, grafites e alguns lápis de cor, mas por fim não usei mais do que o lápis 4B. Resulta muito bem porque como é muito macio e sensível à pressão e consegue-se uma grande flexibilidade de resultados: linhas tímidas e claras, linhas mais decididas e bem marcadas, linhas finas, manchas largas. Parece que redescobri como um instrumento tão simples pode fazer muito por um desenho rápido, que se fosse feito a lápis HB ou marcador de espessura regular, teriam resultado inespressivos e desinteressantes.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Vespinha de cara linda


Eu, que nunca tinha sido picada por abelhas ou vespas, no verão passado levei duas ferroadas de vespa na mesma semana.
A primeira foi a caminho do trabalho... entrou-me uma vespa para a sandália e picou-me debaixo de um dedo do pé! Uuui! Continuei a caminhar meia torta e uns 15 minutos depois já tinha passado. Mas afinal não doi tanto como se diz.
Uns dias depois fui de férias e visitei o Castelo de Almourol. Insisti em tirar uma foto a partir da janela da torre, apesar das vespas que por ali voavam impacientes a guardar o seu ninho num buraco na parede. À conta disto fui contemplada com a segunda ferroada da semana, desta vez num braço.
Umas semanas depois, encontrei no chão uma vespa morta e intacta, que guardei para desenhar. Passados meses, ontem peguei-lhe e fiz o primeiro desenho da bichinha, vista de frente. Tem ou não tem uma carinha laroca?

terça-feira, janeiro 09, 2007

Desenhos da ronha


Durante as semanas das festas não estive muito activa no que respeita a desenhar... Estive a descansar e a ler mais do que é costume e fiz apenas estes desenhos que aqui mostro: ambos feitos em pijama, com a manta por cima das pernas e muita preguiça à mistura.