
quarta-feira, março 21, 2007
Cardo

terça-feira, março 13, 2007
Nocturnus
Esta é a capa de um livro escrito por um amigo. Fiz a ilustração em scratchboard.Aqui fica o site onde podem conhecer um pouco do universo deste romance. http://nocturnus.com.sapo.pt/
segunda-feira, março 05, 2007
Líquenes e briófitos dos carvalhais
Ainda a Casuarina, mas agora em aguada

quinta-feira, março 01, 2007
Desenho de modelo #1
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Bocadinho do Alentejo


sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Lobo Ibérico

Mais uma rosa

sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Camaleão Algarvio
Ando com vontade de voltar a desenhar camaleões.Estes desenhos foram feitos em Fevereiro de 2002 no interior do Algarve, perto de Boliqueime. O pai do meu amigo apanhou um destes bichinhos para eu ver e, como ele era muito sossegadinho, passei um par de horas a desenhá-lo. Quando terminei, deixei-o numa laranjeira e ele voltou à sua vidinha no campo.
Os desenhos a cor foram inicialmente feitos a aparo e dioxene diluído em àgua e depois coloridos com aguarela.
Alguem sabe se há algum sítio onde eu possa ir ver (e desenhar) camaleões, aqui para os lados de Lisboa? O Jardim Zoológico não tem...
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Caminhada em Sintra

Ontem à tarde fui passear a Sintra e trouxe alguns bocadinhos dos 7km do caminho percorrido. Segui pela Rampa da Pena (percurso pedestre que começa à porta de Seteais e sobe até à estrada que vai dar ao castelo) e depois virei à direita, como quem vai para os Capuchos, até à Tapada do Mouco.
É comum eu apanhar musgos, liquenes e raminhos para poder desenhar em casa, mas a maior parte das vezes não tenho tempo de os desenhar imediatamente e começam a ficar estragados. Ontem não quis deixar que isso acontecesse e enquanto tinha o jantar ao lume, fiz uns apontamentos rápidos do que recolhi. A contrapartida é que descurei os tachos e deixei queimar o arroz.
Para estes esboços usei grafite e aguarela aplicada com o Water Brush Pen (uma caneta-pincel com um compartimento que leva água - prático para transportar mas menos controlável que um pincel tradicional).
Ida ao zoo

Passei a manhã de sábado a rever o zoo de Lisboa e a praticar desenhos dos animais ( desenhos rápidos, caso contrário a minha companheira morreria de tédio :p). Levei um estojo com vários marcadores, grafites e alguns lápis de cor, mas por fim não usei mais do que o lápis 4B. Resulta muito bem porque como é muito macio e sensível à pressão e consegue-se uma grande flexibilidade de resultados: linhas tímidas e claras, linhas mais decididas e bem marcadas, linhas finas, manchas largas. Parece que redescobri como um instrumento tão simples pode fazer muito por um desenho rápido, que se fosse feito a lápis HB ou marcador de espessura regular, teriam resultado inespressivos e desinteressantes.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Vespinha de cara linda

Eu, que nunca tinha sido picada por abelhas ou vespas, no verão passado levei duas ferroadas de vespa na mesma semana.
A primeira foi a caminho do trabalho... entrou-me uma vespa para a sandália e picou-me debaixo de um dedo do pé! Uuui! Continuei a caminhar meia torta e uns 15 minutos depois já tinha passado. Mas afinal não doi tanto como se diz.
Uns dias depois fui de férias e visitei o Castelo de Almourol. Insisti em tirar uma foto a partir da janela da torre, apesar das vespas que por ali voavam impacientes a guardar o seu ninho num buraco na parede. À conta disto fui contemplada com a segunda ferroada da semana, desta vez num braço.
Umas semanas depois, encontrei no chão uma vespa morta e intacta, que guardei para desenhar. Passados meses, ontem peguei-lhe e fiz o primeiro desenho da bichinha, vista de frente. Tem ou não tem uma carinha laroca?
terça-feira, janeiro 09, 2007
Desenhos da ronha
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Prendas de Natal

Mais uma vez a pinha da Casuarina deu origem a uma nova experiência gráfica. Desta vez descrevi a volumetria através do alto-contraste e do trabalho de linha próprio das goivas usadas para linoleogravura. Depois de vários estudos feitos a marcador, transferi o desenho definitivo para a placa de linóleo, gravei-a e fiz uma tiragem de 35 impressões caseiras, feitas com a pressão do rolo da massa e da colher de pau.
Usei tinta à base de óleo Talens Blockprint Castanho 400. Para aplicar a tinta usei um rolo de borracha.
Há quem diga que as tintas à base de água são mais fáceis de limpar mas eu não acho: uso detergente da louça e fico com tudo limpinho. E vale a pena usar tintas à base de óleo porque secam mais devagar e as impressões ficam melhores.
Aos contemplados com esta oferta: espero que gostem! Eu cá diverti-me bastante a fazer estas prendas.

quarta-feira, dezembro 20, 2006
Dry Brush

A mesma pinha de 15mm serviu-me novamente como modelo: desta vez para uma aguarela à escala 1:1. Aqui a aguarela foi trabalhada muito seca e com um pincel 000, segundo a técnica Dry brush que nos foi explicada pelo Filipe Franco.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Antirrhinum: Tinta da China
terça-feira, novembro 14, 2006
Pinha a grafite
Tum Tum

"Tum Tum is a small animal from planet Lum. It is a strange hybrid to my eyes and the only way to describe it is by comparison with other living beings from Earth. I can see three main divisions to its body just like in all earthly insects: head, thorax and abdomen."
Este é o primeiro parágrafo do enunciado que deu origem aos desenhos que aqui apresento. Com base num texto descritivo que deixa muita coisa por explicar, fiz a minha interpretação e este foi o resultado.
terça-feira, novembro 07, 2006
Jardim de grafite

Este é mais um exercício do curso de ilustração científica.
Aqui trabalhei com papel vegetal por cima de uma fotografia e o objectivo foi trabalhar os contrastes para representar o espaço e usar as texturas dadas pela grafite para simular os materiais e tipos de folhagem. Usei lápis B, 3B e lapiseira 0.5 HB.
sexta-feira, outubro 27, 2006
Mais um ovo

Desta vez uma experiência com linhas paralelas.
- Transferi com papel vegetal o contorno que tirei do desenho a grafite (Ovo seco e ovo molhado).
- Tentei assinalar algumas circuferências que definem a superfície do ovo, com um espaçamento regular (em perspectiva). Do ponto de vista geométrico o ovo tem uma superfície gerada por revolução; as linhas que eu procurei chamam-se directrizes e pertencem a planos perpendiculares ao eixo da revolução.
- Identifiquei 3 áreas de sombra de diferente intensidade e uma área de brilho. Cada área de sombra corresponde a uma espessura de marcador que eu pretendia utilizar mais tarde.
- Finalmente coloquei sobre este estudo uma nova folha de papel vegetal e fiz a versão a marcador, seguindo as referências prévias de direcção e de espessura de linha.
Conclusões:
- Na sombra projectada as linhas têm a direcção da luz; como são diagonais, parece que o ovo está apoiado sobre um plano inclinado. Acho que teria resultado melhor fazer linhas horizontais, para dar a entender que o plano de apoio é horizontal.
- As linhas da zona do ovo que estão mais distantes do observador, ficaram muito próximas entre si. Isto faz com que esta zona fique muito escura pela alta concentração de linhas. Esta zona escura não coincide exactamente com a zona de sombra mais escura que eu tinha previamente definido, por isso esta abordagem não é a ideal. O problema é que eu representei as circunferências como se estivessem espaçadas regurlarmente no espaço tridimensional... o que não resulta bem no espaço bidimensional do papel.
Penso que da próxima vez serei menos rígida em relação à geometria e mais convicente em relação à percepção.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Linóleo - impressões caseiras

Estas formam duas das minhas primeiras experiências de impressão caseira com linóleo. Nestas usei papel ingres (preto) e papel cavalinho (branco).
Até agora o que resultou melhor - e que fiz para estas duas provas - foi:
- submergir o papel em água durante uns minutos, escorrê-lo e absorver o excesso de humidade entre papéis absorventes ;
- usar tinta de óleo ligeiramente diluida com óleo de linho (inicialmente experimentei guache mas secava na matriz antes de chegar ao papel);
- imprimir fazendo pressão com uma colher de pau no verso do papel e contra a matriz.
Tenho algumas ideias e quero fazer umas tiragens caseiras. Suponho que antes de mais tenho de ir comprar uma tinta decente.
Alguém tem sugestões para eu melhorar a impressão? Todas as dicas são úteis.
Aqui tenho o desenho prévio e a matriz.
terça-feira, outubro 24, 2006
Ovos
É o equivalente da laranja que fiz no ano passado, mas sem textura. Decidi complicar um bocadinho e tentei representar duas superfícies com reflectividades diferentes: uma baça (ovo seco) e uma brilhante (ovo molhado).
sexta-feira, outubro 13, 2006
Antirrhinum majus

Agora que estou imersa na ilustração científica e fascinada pela botânica, fui reencontrar esta plantinha para a desenhar e para perceber a sua interessante geometria. Pareceu-me um aliciante desafio modelar a flor em 3D.

Até à data, a minha experiência em Ilustração Científica não vai muito para além das técnicas tradicionais: grafite, tinta da china e aguarela. A minha ideia é ver agora de que forma posso tirar partido do que sei sobre 3d para fazer um bom trabalho de ilustração botânica.


A título de curiosidade fica aqui o apontamento de que o trabalho de modelação que aqui mostro já levou 10h30. Comecei a apontar o tempo que levo a fazer cada tarefa para me organizar de futuro.
Estou a sonhar fazer algumas animações da planta mas não será para breve... É que a simpática plantinha (que consigo encontrar nalguns locais de Sintra) tem um ciclo anual e agora está prestes a morrer com a chegada do frio, para depois reaparecer na primavera. Isto quer dizer que farei mais alguns estudos e avançarei um pouco mais com a modelação, mas terei de farei uma pausa neste projecto, e daqui a alguns meses espero ter a disponibilidade para continuar o que comecei. Nessa altura espero trabalhar as cores e texturas, a iluminação e o render, o que em 3d tem muito que se lhe diga... e está na altura de eu aprender sobre o assunto.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Norfolk

Tirei uns de férias para ir visitar a minha amiga "londrina" e fomos as duas fazer um curso de pintura a Norfolk, durante 6 dias. Independentemente do nível de experiência dos 10 alunos participantes (desde principiantes no desenho até pintores profissionais), toda a gente aprendeu muito. Foram dias de árduo trabalho de reaprender a ver.
Mais do que as obras acabadas, o mais interessante que trouxemos para casa foi o que concluímos do processo de aprendizagem.
Aqui deixo as minhas notas sobre aquilo que aprendi ou que estou ainda a tentar perceber e a tentar integrar nos meus hábitos.
Usar objectos à frente ou atrás do modelo para servirem de referência. Desenhar os contornos dos objectos de trás e da frente e marcar os pontos de intersecção; comparar estes contornos seccionados com o modelo e verificar se são necessários ajustes às proporções.
Explicar o que se está a passar em cada zona do modelo. Quando as linhas convergem ou divergem devem representar as superfícies que passam à frente de outras ou que recuam.
Variação de cor
Evitar repetições de cor. Não há duas cores iguais na natureza: uma superfície de cor uniforme não é percebida como tal porque a luz altera a cor em cada ponto.
As misturas usando apenas cores primárias criam uma gama de cores muito limitada. Para conseguir a máxima variação usar todas as cores - secundárias (verde, laranja, violeta),
complementares e outras. Usar uma porção de uma mistura para adicionar a uma nova cor e reservar uma porção da mistura original. Repetir o processo quantas vezes for necessário. Convém usar uma paleta grande e plana.
Não representar cada objecto como um elemento independente da cena em que se enquadra.
Relacionar o brilho e contrastes relativos dos objectos no seu contexto.
As superficies adjacentes que têm cores diferentes interrefletem a luz entre si. Devem ser, por
isso, "sujas" com a cor da superfície próxima. Com este cuidado a representação o espaço é mais
perfeita e a pintura ganha profundidade.
A representação simultânea de objectos próximos e distantes requer que o observador se mantenha exactamente no mesmo sítio e que use apenas um olho para observar o modelo. Para se posicionar, deve procurar alinhar um objecto da frente com um de trás, e sempre que tiver de se mexer, terá de se realinhar de novo. Começar por assinalar esse ponto de referência no papel e fazer o desenho nascer daí. Representar ângulos e formas como se estivessem projectados no vidro de uma janela à nossa frente.
terça-feira, setembro 05, 2006
Musgo no seu habitat

Grafite e aguarela. 5 de Setembro de 2006
Esta era a ilustração que eu sentia que me faltava para completar a série do musgo: o seu habitat.
Aproveitei para experimentar a técnica da aguarela sobre grafite. A ideia é fazer primeiro um desenho completo a grafite que funcione sem cor; a seguir aplica-se uma borrifadela de fixador em spray (só uma mesmo!); por fim, dá-se cor com a aguarela nas zonas para onde queremos dirigir a atenção do observador.
Para quem estiver interessado nesta técnica, veja o trabalho do ilustrador Dugald Stermer. http://www.dugaldstermer.com/
Esta ilustração foi feita a partir de uma foto que tirei em Sintra no Parque de Monserrate.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Laranjada
Laranja. Guache. 1 de Setembro de 2006Outra vez a mesma laranja. Aquela que já desenhei a grafite e depois a aguarela...
Desta vez foi a vez de relembrar a técnica do guache. Usei apenas as três cores primárias e o branco para conseguir os vários tons de cor de laranja. Talvez por isso as cores sejam muito menos vivas, saturadas, do que a versão que fiz em aguarela.
Tronco com musgo

Aguarela, 28 de Agosto de 2006
Mais um exercício de aguarela. Usei como referência uma foto que tirei em Sintra no Parque da Pena. Desta vez experimentei trabalhar num formato grande (32,5 x 46cm) e num cavalete. Descobri duas coisas:
- é preciso muito mais tinta! Andar constantemente a espremer as pastilhas não é prático! Depois de acabar este exercício optei por comprar aguarelas em tubos das cores que uso mais, porque desta forma é muito mais fácil preparar cores em quantidade suficiente para toda a área de aplicação;
- a tinta escorre! Quando pintar no cavalete com muita água é preciso ter uma esponja ou papel absorvente sempre à mão.

















