segunda-feira, setembro 24, 2007

Férias em Trás-os-Montes



Passei a última semana em montes, florestas de carvalho, rios abrigados por amieiros; vi muitos castanheiros carregados de ouriços. Fui equipada com os meus livros favoritos sobre árvores e aprendi a reconhecer umas quantas.




segunda-feira, setembro 03, 2007

Regresso às Berlengas


No fim de semana passado regressei às Berlengas com os meus colegas de field sketching, desta vez com o objectivo de apresentar publicamente com a Câmara Municipal de Peniche o resultado da semana de desenhos em Junho.

Gostei de rever esta ilha onde já me sinto em casa e de observar a evolução dos seus habitantes. Os pintos de gaivota que vi em Junho, deram lugar a bichos ainda muito patarecos mas que já voam e que têm quase o tamanho dos pais. E os ninhos das cagarras, em vez de um adulto a incubar um ovo, tinham desta vez um juvenil em forma de pom-pom cinzento.

Também encontrei um rato preto (Rattus rattus) que pude desenhar por estar ferido, provavelmente por causa de uma gaivota.

terça-feira, agosto 28, 2007

O fim-de-semana alentejano


O fim-de-semana passado foi dedicado ao sossego e à contemplação da paisagem alentejana.

Este esboço foi uma tentativa de captar a luz de um local junto da albufeira de Pêgo do Altar; escurecia rapidamente, pelo que as cores ficaram apenas aproximadas.

O domingo das aguarelas



Desafiei as amigas para um workshop acerca das possibilidade técnicas das aguarelas. Passámos um domingo à volta de uma mesa a brincar com cores e efeitos.


Como ponto de partida, propús uma série de exercícios de um livro de Claudia Nice (Creating Textures In Pen & Ink With Watercolor) para experimentar o comportamento das pinceladas sobre superficies molhadas, húmidas e secas, e também para tentar técnicas mais invulgares como a aplicação de sal, álcool e até lixívia.


Depois deste aquecimento durante a manhã, pedi-lhes que devenvolvessem um pequeno projecto à escolha durante a tarde: tivémos ceús, ânforas, tomates e pinturas abstractas.


Penso que o encontro serviu como breve introdução à técnica. Agora resta-nos continuar a explorar para aperfeiçoar os resultados.




domingo, agosto 12, 2007

O fim-de-semana do basílico

Em Abril semeei basílico mas só agora desenhei as minhas plantinhas. Na semana passada abriram as primeiras flores e foi isso que me fez decidir a dedicar-lhes algum tempo neste fim-de-semana.

Nestes estudos não tive nenhum objectivo concreto para além de querer usar o desenho como forma de conhecer melhor o meu modelo. E divertir-me! No entanto fui aproveitando para explorar várias técnicas: umas familiares e outras relativamente novas para mim. Gosto de fazer estes estudos descontraidamente e sem demasiadas expectativas, dando espaço para a experiência e para o erro. Acho que é assim que mais aprendo o que resulta.





Flor: grafite e marcadores Tombow

Uma primeira abordagem para perceber a geometria de uma das florinhas minúsculas.



Ápice com folhas e ápice com inflorescência: marcador Papermate tipo futura.

Aqui quis trabalhar a forma e acentuar a informação sobre a estrutura da planta.


Ápice com inflorescência: marcador de ponta de pincel Faber-castel.

Neste desenho tentei trabalhar o claro-escuro característico das folhas muito texturadas sem usar tons médios.

Ápice com folhas: aguarela pintada com apenas uma cor (Sap green).

Este estudo é o meu preferido desta série sobre o basílico. Eu estava interessada na geometria das folhas encurvadas e bojudas e na forma como elas se comportam sob a luz. Decidi usar apenas três tons: o branco do papel para os brilhos, aguarela diluída para os valores intermédios e aguarela concentrada para as sombras.


Folha: pastéis secos sobre papel preto.

Aqui voltei a ocupar-me com a geometria e a luz da folha, com a dificuldade adicional de tentar reproduzir a cor numa técnica que ainda não domino facilmente (os meus brinquedos novos!).

De todos, este foi o desenho que me levou mais tempo e o único que me deixou cansada. Foi difícil acertar as tonalidades e luminosidades relativas com um número limitado de cores sobre a cartolina preta. O grau de definição dos pastéis é muito baixo em comparação com as outras técnicas que habitualmente uso e por isso tive de trabalhar num formato grande (ligeiramente maior que o A4) para encaixar toda a informação que eu queria tratar.

No final descobri que o fixador em spray que apliquei escurece ligeiramente as cores. Foi um estudo trabalhoso mas acho que o investimento valeu a pena porque percebi bastantes coisas sobre a técnica do pastel seco.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Retrato a pastel


Ontem fui à Papelaria Fernandes trocar o vale de 75 euros do prémio do concurso de ilustração científica do CIIMAR por uns "brinquedos novos": um cavalete metálico portátil (para ir para a rua pintar paisagens) e uma caixa de pastéis secos.
Quando o António chegou a casa estreei a minha nova caixa de pastéis secos com este desenho.

quarta-feira, agosto 01, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Primeiras flores de bocas-de-lobo


Estas flores são as mesmas que desenhei há três dias ainda em botão. No desenho ainda não estão abertas, mas falta pouco.

quarta-feira, julho 25, 2007

terça-feira, julho 24, 2007

Primeiros botões de bocas-de-lobo

As plantinhas de bocas-de-lobo que semeei esta primavera mostram finalmente os seus primeiros botões. Aqui está um desenho a grafite com um pormenor de um botão e folha pintado a lápis de cor sobre papel vegetal. Em breve espero ter flores para continuar a modelação 3D que comecei há meses.

Reportagem sobre a expedição às Berlengas


No passado dia 12 de Julho, a TVI transmitiu no programa Cartaz das Artes uma reportagem sobre a semana de desenho de campo em que participei. Fiquei contente por terem mostrado vários desenhos meus. Eu não fui filmada porque fiquei dentro de uma gruta entretida a desenhar as cagarras que estavam a chocar os ovos.


Concurso CIIMAR

Participei num concurso e exposição de ilustração científica no âmbito de um congresso de ciências biológicas que decorreu no Porto e que foi organizado pelo CIIMAR (Centro Interdisciplinar de investigação Marinha e Ambiental).

Três das peças que enviei foram distinguidas.


A Frullania recebeu o primeiro prémio na categoria de Ilustração Digital. É uma aguarela com edição digital que representa vários aspectos de uma hepática.
Recebi um vale de 75 euros da Papelaria Fernandes!



O Musgo no seu habitat recebeu uma menção honrosa na categoria de Ilustração a cores. Este trabalho foi feito a grafite e a aguarela.


Finalmente, a Pinha de Casuarina recebeu também uma menção honrosa na categoria de Ilustração a preto e branco em tom contínuo.

O meu colega Filipe Franco mostrou e escreveu mais detalhadamente sobre todas as distinções no blog dele. Vale a pena ver a lindíssima prancha sobre o medronheiro que ele pintou. E o resto também!

Filminho da floresta com as primeiras animações


Usei os meus desenhos do livrinho Uma mão cheia de amoras para criar o ambiente da floresta que aparece no início da história. O alinhamento do filme pode ser visto aqui já com estas novas animações.

Este é mais um projecto que para eu ir desenvolvendo devagarinho e conforme o tempo me o permita. O passo seguinte é desenhar os personagens e pensar na forma de os animar em flash.



http://www.youtube.com/watch?v=7UL5Dx03xss

terça-feira, julho 10, 2007

segunda-feira, junho 18, 2007

Lançamento de Uma mão cheia de amoras


No sábado passado, 16 de Junho, foi o lançamento do meu livrinho da floresta que faz parte da colecção Massa Folhada, criada pela Marina Palácio. Correu mesmo bem!
Apesar de alguma chuva, apareceu muita gente para conhecer este trabalho e provar doce de amora com um copinho de moscatel. O feedback foi óptimo, tanto em relação aos desenhos como ao conceito da caminhada através do papel vegetal. Obrigado a todos os presentes pelo vosso apoio.
Obrigado à Marina, que acreditou em mim e me desafiou a fazer o terceiro número da colecção.
Obrigado ao Carlos, que fez a selecção musical que se ouviu no local.
Obrigado ao Sérgio, que filmou tudo e fez um excelente trabalho.

quinta-feira, junho 14, 2007

Uma mão cheia de amoras


O livrinho da floresta que tenho vindo a preparar está pronto! Uma mão cheia de amoras é o recheio nº 3 da colecção Massa Folhada.

O lançamento é já no sábado, dia 16, das 18h30 às 20h na loja Fermento, na Rua do Século.

Aqui fica um cheirinho do conteúdo.





segunda-feira, junho 11, 2007

Field sketching nas Berlengas

Ontem cheguei das Berlengas com um caderno de desenhos recheado com paisagens, animais e plantas que contemplei ao longo de uma semana.
Esta semana de field sketching, ou desenho de campo, foi organizada pelo meu professor de ilustração científica, o biólogo e ilustrador Pedro Salgado, com o objectivo de homenagear as Berlengas. Fomos um grupo de 7 pessoas: 6 a desenhar e 1 a fotografar. Também houve captação de som. A câmara de Peniche apoiou-nos, tratou da logística e ontem ofereceu-nos um jantar de lamber os beiços.



Foi óptima a possibilidade de passar uma semana inteirinha a fazer o que mais gosto - desenhar! E foi fabulosa a aproximação aos animais que habitam a ilha. Tive na mão lagartixas de bocage e filhotes de gaivota; fiz festinhas às pardelas; e arrisquei-me nas falésias para espreitar de binóculos os ninhos dos corvos marinhos nas ravinas.



Uma das experiências mais marcantes foi a ida aos Farilhões, um grupo de pequenas ilhas que fazem parte do arquipélago das Berlengas. Passámos 24 horas na ilha maior - o Farilhão Grande - num ambiente mais selvagem, longe da civilização e dos turistas da Berlenga. À noite chegaram as pardelas para passar a noite na ilha e revezarem-se com os parceiros que tinham ficado a incubar os ovos. Estas aves foram a minha maior paixão destes dias. São dóceis e emitem os som mais cómicos que já ouvi em aves.

Tive oportunidade de praticar o desenho sob a forma de esboços rápidos ou de registos mais cuidados, e de usar as aguarelas para captar a luz da ilha. Aprendi pelo desenho acerca das espécies que observei.

O convívio foi excelente e teve como acompanhantes uns belíssimos cozinhados devidamente regados. Ficou a vontade de repetir a experiência por outras geografias.

O passo seguinte é organizar uma exposição em Peniche, a partir de Setembro, onde vai ser possível expor os cadernos e ampliações de uma selecção dos desenhos e das fotografias.

sexta-feira, maio 25, 2007

Massa Folhada: recheio nº 3


O terceiro recheio das edições artesanais Massa Folhada está a ser cozinhado e já tem um nome: Uma mão cheia de amoras.
Aqui fica um cheirinho do trabalho que estou a fazer. Espero que abra o apetite para irem espreitar o lançamento na Fermento, no dia 16 de Junho, sábado, às 18h30. Vai haver doce de amoras e moscatel!



Exposição no Porto


Vou participar num concurso de Ilustração Científica no âmbito de um congresso de ciências biológicas no Porto.

Os trabalhos entregues para o concurso estarão expostos durante os três dias do congresso, 4, 5 e 6 de Junho de 2007, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

terça-feira, maio 15, 2007

Primeira ida às Berlengas




Em Junho irei passar uma semana a desenhar nas Berlengas. Seremos um grupo de pessoas a trabalhar para o objectivo comum de documentar a vida na ilha sob a forma de desenhos. O resultado dessa semana de trabalho vai ser exposto em Peniche.



No fim de semana passado fizemos a primeira viagem de reconhecimento à ilha e estes foram dois dos desenhos que trouxe de lá. Agora, de volta à vida normal, sinto as saudades do sol quentinho, do vento fresco, do som das ondas e da tagarelisse das gaivotas a nidificar.



A aguarela que aqui mostro foi pintada na zona sudeste da ilha e o ilhéu que se avista daí é o Cerro da Velha. A gaivota é da espécie Larus cachinnans ou gaivota-argêntea-de-patas-amarelas.



segunda-feira, maio 07, 2007

Mais árvores



Estes são estudos para o livrinho ilustrado que estou a desenvolver no âmbito do projecto Massa Folhada. (Ver post http://velhadaldeia.blogspot.com/2007/04/rvores.html .)


A fornada de livros artesanais deverá ter o lançamento no próximo dia 16 de Junho na loja Fermento.

Linarea


Semeei Bocas-de-Lobo (Antirrhinum majus) para poder desenhar. Enquanto espero que as (ainda) minúsculas plantinhas se desenvolvam, vou desenhando outras flores.

Esta - a Linarea - é da mesma família.

quinta-feira, abril 26, 2007

Chaga


Esta flor foi trazida da minha última passeada em Sintra, ontem à tarde. Foi apanhada na descida de Sta. Eufémia para S. Pedro e desenhada assim que cheguei a casa. O objectivo foi perceber a anatomia desta flor, que tem a particularidade de ter dois tipos de pétalas diferentes.


Arranjei um método para fazer desenhos coloridos sem perder ou esconder informação botânica relavante. Primeiro faço um desenho de linha a grafite, com todo o cuidado para representar correctamente as proporções e as inserções das várias partes; a seguir sobreponho uma folha de papel vegetal e trabalho nela com lápis de cor, como se fosse uma nova layer num software de edição de imagem. Assim posso ver só a linha, só a cor, ou tudo junto.


Fica também aqui o apontamento de que a chaga é uma flor comestível e saborosa (tem um travo a agrião e é adocicada) e pode ser usada em saladas, por exemplo! Bom apetite!

terça-feira, abril 17, 2007

Passarocos


No fim de semana passado reservei um tempinho para desenhar os habitantes de uma grande gaiola. Numa hora e meia ocupei 4 páginas de esboços. Cada página corresponde a um tipo de pássaro: bengalins, rouxinóis (irrequietos!), rolas-diamante e pardais-de-Java (modelos mais sossegados).

quinta-feira, abril 12, 2007

Árvores


Estou a preparar um novo projecto inspirado nas árvores. Vai ser um livrinho ilustrado de edição caseira e limitada, que a Marina Palácio me desafiou a criar, no contexto do projecto 'Massa Folhada'.
A 'Massa Folhada' é um projecto a Marina criou com o objectivo de "cruzar/experimentar novos ingredientes gráficos e temperos estéticos" e já conta com dois títulos.
http://rodapedaleira.com.sapo.pt/massafolhada.htm



quarta-feira, abril 04, 2007

Flores de pessegueiro



A primavera e dois livros sobre pintura chinesa que me vieram ter às mãos, inspiraram estas experiências.

Trabalhei com um pincel chinês, com tinta diluída e aplicando húmido sobre húmido. São desenhos muito rápidos em que as formas são definidas com pouco mais do que uma pincelada.

O meu objectivo foi tentar fazer desenhos rápidos, frescos e sintéticos, para contrariar a minha tendência natural para analizar, representar os ínfimos pormenores e "perder" horas que não tenho.

Não estou contente com as folhas mas gostei bastante das flores que fiz.