quarta-feira, janeiro 09, 2008

Segunda pinha em linóleo: o "making of"

Fiz algumas fotos das várias fases de realização da minha nova gravura em linóleo e respectivas provas.


1. Desenho.
Antes de mais escolhi uma pinha simpática para ilustrar. Tirei-lhe uma fotografia que usei para definir as linhas do desenho. Digitalizei e imprimi este desenho e sobre ele representei a pinha a alto-contraste, observando a luz e as sombras directamente no meu modelo, com a direcção da luz escolhida previamente.



2. Transferência.
A partir do desenho a alto-contraste, trasferi as linhas de contorno das áreas a manter em relevo para um papel vegetal; inverti esse papel e transferi os contornos para o linóneo, usando uma espécie de "papel químico" improvisado: papel vegetal sujo com grafite.



3. Gravação.
Para realizar a matriz usei duas govas: uma muito precisa em ângulo recto para o desenho delicado da pinha; e uma larga de meia cana para o desbaste em redor. Estas goivas vendem-se no Corte Inglês e recomendam-se.


4. Preparação do papel: banho.
Antes da impressão é necessário preparar o papel que vai ser usado nas provas; convém estar húmido para que a tinta adira bem. O primeiro passo é pôr o papel de molho durante uns minutos (por exemplo 20 min.).


5. Preparação do papel: escorrimento.
O papel não pode estar ensopado, se não a tinta de óleo não adere bem. Eu "colo" as folhas molhadas nos azulejos da casa de banho para escorrerem.


6. Preparação do papel: absorção.
Para retirar o excesso de humidade, coloco as folhas intercaladas com papéis absorventes debaixo de um livro. Passada cerca de meia hora as folhas têm um teor de humidade adequado para serem impressas.


7. Tintagem.
Usei tinta para linoleogravura à base de óleo. Espalhei a tinta num azulejo e apliquei-a à matriz com um rolo de borracha.

8. Alinhamento do papel com a matriz.
Para garantir que todas as provas da edição saem com a mesma posição preparei um cartão prensado com as marcações. A matriz tintada foi encaixada num recorte justo; e as folhas foram alinhadas segundo um rectângulo desenhado no cartão.

9. Pressão manual.
Não tenho acesso a nenhuma prensa, por isso fiz a impressão de uma forma caseira: apliquei pressão com um rolo-da-massa pequeno (que vinca bem as áreas de limite do desenho); e uma colher de pau (que vinca melhor as zonas centrais). Esta fase é muito demorada e cansativa e requer muita concentração para não deixar que o papel saia do lugar enquanto são feitos os movimentos de compressão.


10. Secagem das provas.
À medida que fui imprimindo fui juntando as provas e deixei-as a secar até ao dia seguinte.

Depois disto só faltou emoldurar, embrulhar e fazer chegar os presentes aos amigos.

Novo linóleo: a segunda pinha


À semelhança do que fiz no ano passado, este Natal preparei uma gravura em linóleo. Fiz uma edição caseira e consegui dar muitas prendas económicas e com um toque pessoal.

Desta vez escolhi como motivo a pinha de pinheiro, que casa bem com a pinha de casuarina do ano passado.

Outdoor no Montijo


Este outdoor assinalada o local onde está a ser construído o edifício que ilustrei. É junto ao Fórum Montijo.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Do botão à semente





Nos meus vasos de bocas-de-lobo (Antirrhinum majus) tenho exemplos de todas as fases de desenvolvimento das flores.


sexta-feira, dezembro 28, 2007

Cistus crispus


Ramo de Cistus cripus com cápsulas de sementes. Colhido na Matinha de Queluz no final do verão.
Marcador Uniball Eye Micro

Sementes


Cápsula com sementes de um arbusto, colhida no Parque da Pena em Sintra.

Marcador Uniball Eye Micro

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Iris foetidissima


Estas são as cápsulas abertas com as bagas de um lírio que encontrei na Matinha de Queluz.

Esta fase da planta é muito atraente, tanto pela forma (que estudei no desenho a grafite em linha cruzada, à esquerda), como pela cor (que estudei com lápis de cor num papel vegetal sobre o desenho a grafite, à esquerda). A mistura dos dois estudos está ao centro, onde se vê o desenho sobre o papel vegetal sobreposto ao primeiro a grafite.

Fruto de um cipreste

Mais um exercício de linha.

terça-feira, novembro 27, 2007

Nova versão da pinha de Casuarina

Esta é mais uma versão do tema da pinha que decidi explorar em várias técnicas. Esta foi feita sobre coquille board, um material que já está fora do mercado e que era usado pelos ilustradores para simular a técnica de ponteado a tinta-da-china sem gastar tanto tempo na preparação das artes-finais.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Outdoor


A minha aguarela foi aplicada a um outdoor no Montijo, no local onde está a ser construído o edifício que ilustrei.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Edifício com alterações


Esta aguarela foi enriquecida digitalmente com arbustos, carros, pessoas e letreiros.

Amoras em Frankfurt


A minha colega alemã do curso de ilustração científica, Anja Mathey, está de volta à terra natal depois de uns meses a viver em Portugal. Na sua nova casa em Frankfurt decidiu decorar uma parede com uma das minhas ilustrações de Uma mão cheia de amoras. Sinto-me lisonjeada. Obrigada, Anja!


Exposição de desenhos das Berlengas


Foi em Julho nas Berlengas: uma semana dedicada ao desenho de campo e vivida por um grupo de sete pessoas. Seis deles foram armados com lápis e aguarelas e preencheram muitas páginas do seu caderno de campo com tudo aquilo que puderam observar nas Berlengas: a paisagem, muitas gaivotas, corvos marinhos e pardelas, lagartixas, plantas... E o sétimo elemento do grupo ocupou-se com a fotografia. Este projecto foi liderado por Pedro Salgado - biólogo e conceituado Ilustrador científico.

Agora chegou a altura de mostrar o que resultou da expedição às Berlengas. Quarta feira, dia 7 de Novembro, às 21:30 inaugura no Edificio Cultural da Câmara Municipal de Peniche uma exposição dos desenhos e fotografias realizados.


A "manta de retalhos" que aqui mostro é só um cheirinho do trabalho que cada um de nós realizou. Os autores destes bocadinhos são:

Pedro Salgado - biólogo, ilustrador científico, professor
Filipe Franco - designer, ilustrador
Henrique Queiroga - biólogo, professor, fotógrafo
João Lucas - músico, ilustrador
Marco Correia - designer, ilustrador
Sara Simões - designer, ilustradora
Sandra Tapadas - escultora, professora

segunda-feira, outubro 29, 2007

Edifício


Este é um edifício que está a ser construído e que me pediram para ilustrar. É um retail park.

sábado, outubro 13, 2007

Exposição sobre a expedição às Berlengas

No dia 7 de Novembro inaugura em Peniche a exposição dos desenhos e fotos das Berlengas que foram feitos na expedição em Junho. Estamos a fazer os preparativos. Assim que tiver mais notícias aviso.



sexta-feira, outubro 12, 2007

quinta-feira, outubro 04, 2007

Mais linhas paralelas


Nestes desenhos continuei a minha saga pela conquista das linhas pararelas. Em cima estão dois feijões pintalgados; e em baixo, umas sementes que me são desconhecidas (provavelmente de palmeira) que apanhei no chão no Jardim do Ultramar em Belém. Fiquei contente com as de baixo.

Desenhos com linhas paralelas

Estes são estudos de galhas e bolotas que trouxe das férias em Trás-os-Montes. Quis experimentar fazer desenhos muito esquemáticos com o sombreado feito com linhas paralelas. É uma técnica que quero ir aperfeiçoiando.


segunda-feira, setembro 24, 2007

Mondim de Basto


Esta é uma pequenina pintura a óleo que fiz há cerca de 10 anos em frente da ponte romana que passa sobre o rio em Mondim de Basto (Vila Real). É um sítio muito bonito que convida a pegar nos pincéis.

Na semana passada regressei ao local. Continua quase na mesma, mas as alterações que foram feitas já são suficientes para que desta vez uma possível pintura não ficasse tão bonita: as árvores do lado direito foram eliminadas e as pedras da ponte que faltavam foram substituídas por outras novas, menos rudes e não tão bonitas.

Férias em Trás-os-Montes



Passei a última semana em montes, florestas de carvalho, rios abrigados por amieiros; vi muitos castanheiros carregados de ouriços. Fui equipada com os meus livros favoritos sobre árvores e aprendi a reconhecer umas quantas.




segunda-feira, setembro 03, 2007

Regresso às Berlengas


No fim de semana passado regressei às Berlengas com os meus colegas de field sketching, desta vez com o objectivo de apresentar publicamente com a Câmara Municipal de Peniche o resultado da semana de desenhos em Junho.

Gostei de rever esta ilha onde já me sinto em casa e de observar a evolução dos seus habitantes. Os pintos de gaivota que vi em Junho, deram lugar a bichos ainda muito patarecos mas que já voam e que têm quase o tamanho dos pais. E os ninhos das cagarras, em vez de um adulto a incubar um ovo, tinham desta vez um juvenil em forma de pom-pom cinzento.

Também encontrei um rato preto (Rattus rattus) que pude desenhar por estar ferido, provavelmente por causa de uma gaivota.

terça-feira, agosto 28, 2007

O fim-de-semana alentejano


O fim-de-semana passado foi dedicado ao sossego e à contemplação da paisagem alentejana.

Este esboço foi uma tentativa de captar a luz de um local junto da albufeira de Pêgo do Altar; escurecia rapidamente, pelo que as cores ficaram apenas aproximadas.

O domingo das aguarelas



Desafiei as amigas para um workshop acerca das possibilidade técnicas das aguarelas. Passámos um domingo à volta de uma mesa a brincar com cores e efeitos.


Como ponto de partida, propús uma série de exercícios de um livro de Claudia Nice (Creating Textures In Pen & Ink With Watercolor) para experimentar o comportamento das pinceladas sobre superficies molhadas, húmidas e secas, e também para tentar técnicas mais invulgares como a aplicação de sal, álcool e até lixívia.


Depois deste aquecimento durante a manhã, pedi-lhes que devenvolvessem um pequeno projecto à escolha durante a tarde: tivémos ceús, ânforas, tomates e pinturas abstractas.


Penso que o encontro serviu como breve introdução à técnica. Agora resta-nos continuar a explorar para aperfeiçoar os resultados.




domingo, agosto 12, 2007

O fim-de-semana do basílico

Em Abril semeei basílico mas só agora desenhei as minhas plantinhas. Na semana passada abriram as primeiras flores e foi isso que me fez decidir a dedicar-lhes algum tempo neste fim-de-semana.

Nestes estudos não tive nenhum objectivo concreto para além de querer usar o desenho como forma de conhecer melhor o meu modelo. E divertir-me! No entanto fui aproveitando para explorar várias técnicas: umas familiares e outras relativamente novas para mim. Gosto de fazer estes estudos descontraidamente e sem demasiadas expectativas, dando espaço para a experiência e para o erro. Acho que é assim que mais aprendo o que resulta.





Flor: grafite e marcadores Tombow

Uma primeira abordagem para perceber a geometria de uma das florinhas minúsculas.



Ápice com folhas e ápice com inflorescência: marcador Papermate tipo futura.

Aqui quis trabalhar a forma e acentuar a informação sobre a estrutura da planta.


Ápice com inflorescência: marcador de ponta de pincel Faber-castel.

Neste desenho tentei trabalhar o claro-escuro característico das folhas muito texturadas sem usar tons médios.

Ápice com folhas: aguarela pintada com apenas uma cor (Sap green).

Este estudo é o meu preferido desta série sobre o basílico. Eu estava interessada na geometria das folhas encurvadas e bojudas e na forma como elas se comportam sob a luz. Decidi usar apenas três tons: o branco do papel para os brilhos, aguarela diluída para os valores intermédios e aguarela concentrada para as sombras.


Folha: pastéis secos sobre papel preto.

Aqui voltei a ocupar-me com a geometria e a luz da folha, com a dificuldade adicional de tentar reproduzir a cor numa técnica que ainda não domino facilmente (os meus brinquedos novos!).

De todos, este foi o desenho que me levou mais tempo e o único que me deixou cansada. Foi difícil acertar as tonalidades e luminosidades relativas com um número limitado de cores sobre a cartolina preta. O grau de definição dos pastéis é muito baixo em comparação com as outras técnicas que habitualmente uso e por isso tive de trabalhar num formato grande (ligeiramente maior que o A4) para encaixar toda a informação que eu queria tratar.

No final descobri que o fixador em spray que apliquei escurece ligeiramente as cores. Foi um estudo trabalhoso mas acho que o investimento valeu a pena porque percebi bastantes coisas sobre a técnica do pastel seco.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Retrato a pastel


Ontem fui à Papelaria Fernandes trocar o vale de 75 euros do prémio do concurso de ilustração científica do CIIMAR por uns "brinquedos novos": um cavalete metálico portátil (para ir para a rua pintar paisagens) e uma caixa de pastéis secos.
Quando o António chegou a casa estreei a minha nova caixa de pastéis secos com este desenho.

quarta-feira, agosto 01, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Primeiras flores de bocas-de-lobo


Estas flores são as mesmas que desenhei há três dias ainda em botão. No desenho ainda não estão abertas, mas falta pouco.