quinta-feira, agosto 19, 2010

"Desenha-me um quiosque"

Participei no concurso "Desenha-me um quiosque" com dois desenhos - um feito no Largo Camões e outro feito na Praça das Flores. O último ficou entre os 10 finalistas para esse local. :)

Largo Camões

Praça das Flores

quinta-feira, agosto 12, 2010

As Berlengas nas Caldas da Raínha



A exposição "Berlengas: Esboços de Naturalistas", resultado da primeira expedição do Grupo do Risco ao arquipélago das Berlengas em Junho de 2007, tem seguido em itinerância pelo país fora. Já passou por Peniche, Aveiro, S. João da Madeira, Faro e Arrábida.


Agora é a vez das Caldas da Raínha. Até ao dia 5 de Setembro, a exposição pode ser visitada no Museu José Malhoa, no parque D. Carlos I, de terça a domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00.


Vale a pena ir fazer um passeio às Caldas: conhecer o Museu Malhoa - dedicado à pintura naturalista portuguesa -, passear no jardim, comer cavacas, comprar boa fruta na Praça da República e dar um pulinho à praia da Foz do Arelho. Para os birdwatchers fica tambem a sujestão de uma visita ao Paúl da Tornada ou à Lagoa de Óbidos.

Desenho de modelo #58




Desenho de modelo #57


segunda-feira, agosto 02, 2010

Entrevista ao Grupo do Risco sobre expedição às Berlengas

Na quarta-feira passada, dia 28 de Julho, participei com o ilustrador Marco Correia no programa Verão Total da RTP, dedicado ao arquipélago das Berlengas enquanto maravilha da natureza.

Fomos entrevistados em representação do Grupo do Risco - colectivo ligado à ilustração científica e ao desenho de campo - e que realizou, em Junho de 2007, uma expedição a este arquipélago com o objectivo de registar a fauna, a flora e a paisagem em cadernos de campo. O material produzido - desenhos, ilustrações, fotografias e música com sons captados na ilha - deu origem à exposição itinerante "Berlengas: esboços de naturalistas" e também a um livro.

O Grupo do Risco foi criado por Pedro Salgado, biólogo e ilustrador científico. É uma equipa multidisciplinar que inclui ilustradores, fotógrafos, biólogos, professores e outros profissionais. Actua em áreas naturais de interesse e o objectivo do seu trabalho é a divulgação do património ambiental. No seu curriculum o Grupo do Risco conta já com expedições às Berlengas, Douro Internacional, Ria Formosa e Amazónia.

Algum do trabalho que realizei nessas expedições pode ser visto aqui no blog.

Sanguinho-das-sebes


Ramo de sanguinho-das-sebes ou aderno bastardo (Rhamnus alaternus).

3ª Exposição 'Descobrir Novos Autores' #1


A exposição itinerante Descobrir Novos Autores, em que participo com o livro Uma mão cheia de amoras, está agora de regresso à Amadora, desta vez na Biblioteca Fernando Piteira Santos, de 28 de Julho a 28 de Agosto.
A biblioteca é nova e fica na rua onde há a entrada para a Academia Militar.


Desenho de modelo #56




segunda-feira, julho 26, 2010

diariografico.com

Esta semana os meus cadernos de desenho estão em destaque no site diariografico.com e no blog diario-grafico.blogspot.com, ambos da autoria de Eduardo Salavisa.
Obrigado, Eduardo!


Aqui podem ver uma pequena selecção de páginas de um dos meus cadernos dedicados à botânica, onde registo algumas plantas que chamam à minha atenção.




segunda-feira, julho 12, 2010

Entrevista no blog Branmorrighan

Está on-line no blog Branmorrigan uma entrevista onde falo um pouco sobre mim e sobre a criação do livro Uma mão cheia de amoras.


Este blog é dedicado à literatura e ao paganismo. A autora - Sofia Teixeira - é viciada em livros e apaixonada pelo universo da mitologia, com predilecção especial pela cultura celta. No blog ela publica as suas opiniões sobre os variadíssimos livros que vai lendo, ao mesmo tempo que faz um óptimo trabalho de divulgação dos autores e respectivas obras.

Se quiserem escolher uns livrinhos para ler durante este verão, vale a pena passar por lá. Há sempre novidades.

Desenho de modelo #55



sábado, julho 03, 2010

Escapadela à Galé


Praia da Galé, descanso...

Retrato #34 - O último do curso


Este foi feito em apenas duas aulas (6h) e não ficou muito pormenorizado. A base de caseína diluída ficou visível em quase toda a área, excepto no rosto, onde apliquei vários tons de pele opacos.

sexta-feira, julho 02, 2010

Retrato #34


Este é o meu segundo retrato a óleo. Desta vez já me senti mais à vontade com a técnica e com a mistura das cores.

Retrato #33


As últimas aulas do curso de retrato do professor Artur Ramos foram dedicadas ao esboceto a óleo. Cada retrato foi feito ao longo de 3 aulas de 3 horas cada.
Mostro aqui o resultado de cada uma das 3 aulas. A reprodução das cores não é correcta porque tirei cada uma das fotos em circunstâncias de iluminação diferentes. De qualquer forma a sequência serve para se perceber o método expedito que o professor nos ensinou e que consiste na sobreposição de camadas.
Não estou muito contente com este retrato enquanto resultado final mas fiquei muito satisfeita com aquilo que consegui aprender nesta minha primeira experiência de retrato a óleo.



Primeira fase: desenho e modelação monocromática

Resolvi o desenho em cerca de 40 minutos, tentando ganhar tempo para a pintura. Mais tarde não se conseguem fazer grandes afinações, por isso há que acertar no desenho logo no início.
Para a pintura, comecei por preparar uma mistura de ocre com siena queimada. Depois misturei a tinta a óleo (c. 40%) com caseína (c. 60%) até ficar homogénea. A partir de então a tinta a óleo comum torna-se miscível com água e permite fazer aguadas! A água deve ser misturada a pouco e pouco para ligar bem à preparação de caseína sem fazer grumos. Como na culinária. :)
A lógica da pintura nesta fase é similar à da aguarela: para tons claros usamos maiores diluições; para tons escuros, maior concentração. Começamos pelo claro e terminamos com o escuro.
A caseína faz com que a tinta seque num instante, pelo que esta técnica é óptima para pinturas que se pretende acabar em apenas um dia. Uma vez seca a base de caseína, podemos passar à aplicação da cor.

Segunda fase: pinturas das tonalidades

O início desta fase é dedicado ao trabalho cuidadoso na paleta, para preparar algumas tonalidades para a pele bastante bem afinadas. Por exemplo um tom médio, um tom mais claro e um tom escuro. Adicionalmente podemos ter mais um tom rosado para zonas como o nariz e as bochechas, e eventualmente um tom levemente esverdeado ou azulado para algumas sombras. Mas para que as várias cores sejam todas compatíveis, o ideal é que inicialmente seja misturada a cor média em quantidade suficiente para depois se retirar porções que se misturam com outras cores para produzir as versões claras, escuras, rosadas, azuladas, etc..
A tinta é aplicada pura, sem diluição, para ser espessa e opaca. Quando se pretende terminar a pintura passados poucos dias, convém evitar usar óleo, para que o tempo de secagem seja menor.
Usa-se um pincel para cada cor e um pincel adicional para fundir as cores adjacentes. Assim evita-se que as cores se sujem.
Nesta fase da pintura usa-se uma gama de claro escuro relativamente restrita. Os brilhos e as sombras mais escuras são deixados para o fim.
Aliás, é contrapruducente aplicar tons escuros muito cedo. Se posteriormente chegarmos à conclusão que é necessário aclará-los, a aplicação de tinta mais clara provoca uma zona manchada e baça na pintura. Devem ser aplicados primeiro tons médios e só no fim os escuros.

Terceira fase: brilhos, sombras, pormenores e acabamentos.

Finalmente aplicam-se os brilhos (por exemplo no nariz) e os tons mais escuros da pintura, numa última camada. São finalizados com maior definição os olhos e os lábios. E dão-se os últimos ajustes para que a pintura funcione como uma unidade.

Desenho de modelo #55





Desenho de modelo #54