quarta-feira, março 17, 2010
domingo, março 07, 2010
Amazónia #02
Aqui fica o link e mais dois dos desenhos do meu caderno "sério".

E já agora aproveito para explicar a dinâmica dos meus 3 cadernos amazónicos.
O meu caderno "sério" foi aquele que comprei de propósito para desenhar na expedição. De dimensões gererosas (megalómanas, na verdade...) para trabalhar à vontade, com papel suficientemente bom para trabalhar algumas aguarelas, e uma capa dura em marmoreado verde.
Acabei por perceber que aquele não era o suporte ideal para o ritmo daquela expedição. Chegávamos a fazer 4 passeios de canoa por dia, com pouco tempo de paragem. Sendo assim as oportunidades de desenhar exigiam uma abordagem muito rápida. E a extração de um caderno de cerca de 27x26 cm de dentro da mochila e de um saco impermeável (protecção contra os aguaceiros tropicais), revelou-se pouco prática.
Foi então que mudei de estratégia. Peguei num caderninho pequeno e portátil com folhas ridiculamente finas, que eu levara apenas para anotações escritas e apontamentos não-amazónicos, e enfiei-o no bolso da perna das calças, pronto a sair a alta velocidade sempre que eu visse um passaroco ou uma árvore simpática. No mesmo bolso meti o water brush carregado com tinta-da-china e uma lapiseira com uma grafite 6B.
E eis que inaugurei o meu "caderno de combate nº1". A maior parte é só rabiscada rápida e pouco digna de nota. Mas ainda que não tenha os melhores trabalhos de "encher o olho", revelou-se bastante bom para registar informação e cimentar memórias sobre o que eu ia vendo.
Fui alternado de caderno consoante a situação:
- o "caderno sério", para os desenhos mais trabalhados e feitos com mais cautela, à mesa, na sala-de-jantar ou no deck do barco Dorinha;
- e o "caderno de combate", para os passeios de canoa e caminhadas na floresta, esborrachado no bolso, humedicido da chuva, mas sempre pronto para qualquer esboço.
Ao fim de alguns dias o "caderno de combate nº1" chegou ao fim e, à falta de substituto equivalente, acabei por improvisar o "caderno de combate nº2" com o material disponível:
- um molho de folhas de papel acetinado, dobradas ao meio, fizeram o miolo;
- duas folhas de papel cinzento (para trabalhos de lápis de cor), unidas com fita-cola, fizeram a capa;
- e fio-dental a atar tudo aquilo, serviu como encadernação. :)
Este ainda teve lugar para alguns rabiscos urbanos no regresso via Brasília.
Moral da história: por muito que se pense no material ideal antecipadamente (e eu pensei q.b.) há sempre necessidade de adaptar qualquer coisa às condições do local.
Neste post mostro duas aguarelas feitas no "caderno sério".
Museu da música
sexta-feira, março 05, 2010
V Encontro Urban Sketchers

segunda-feira, fevereiro 15, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
domingo, fevereiro 07, 2010
Amazónia #01
As minhas desculpas aos curiosos impacientes que sabem que passei duas semaninhas em aventura Amazónica... , que já regressei há quase um mês... e que ainda não viram desenhinhos por aqui!
Por isso começo por deixar aqui apenas um cheirinho, com a promessa de o completar posteriormente com mais algum sumo do desta viagem.
A viagem partiu da vontade do professor e ilustrador científico Pedro Salgado regressar à Amazónia, onde ele já esteve há quase 10 anos a desenhar no seu caderninho de campo, principalmente peixes. Depois eu e mais outros 23 fomos contagiados pela vontade de ir até à bacia do Amazonas. Fomos no total 25 pessoas: principalmente ilustradores, mas também fotógrafos, um historiador, uma jornalista e dois médicos para tratarem da saúde a esta gente toda.
Três dos participantes na Expedição Amazónia 2010: 
À semelhança do que se passou com as expedições das Berlengas e Douro Internacional vamos expôr o trabalho realizado. Assim que tiver notícias mais concretas publico-as aqui!
sexta-feira, janeiro 22, 2010
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Rua do Vale de Santo António
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Retrato #19 - Regresso ao curso
Gostei muito das aulas de retrato que fiz com o professor Artur Ramos na FBAUL no ano passado, por isso este ano estou de volta. Ainda destreinada, mas em breve espero recuperar.
terça-feira, janeiro 19, 2010
sábado, janeiro 16, 2010
O jacinto no novo ano #1

sexta-feira, janeiro 15, 2010
3ª edição de Uma mão cheia de amoras e Blog da Colecção Massa Folhada


Todas as informações sobre a aquisição deste recheio estão no novo blog da ilustradora Marina Palácio, criadora deste projecto de edições artesanais.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
“Diários Gráficos. Desenho em cadernos” em Torres Vedras


Um bocadinho de anatomia

domingo, dezembro 13, 2009
segunda-feira, novembro 30, 2009
Desenho de modelo #38
Há algum tempo que não trabalhava a aguarela, por isso dediquei a última sessão a praticar um bocadinho. Como de costume as poses são de 20 minutos e um óptimo estímulo para ganhar desenvoltura.Usei 3 aguadas, cada uma com uma cor: primeiro Naples Yellow Red, depois Burnt Sienne e finalmente Van Dyck Brown.
segunda-feira, novembro 23, 2009
António - aguarela de grafite sobre papel de bambu

Este retrato foi feito com grafite 2B aguarelável da Derwent e aguarela de grafite ArtGraf da Viarco sobre papel Hahnemüle Bamboo (90% fibra de bambu, 10% algodão).
É um papel muito bom para aguarela e não só, e tem boa resistência à ensopadela. O que significa que é muito estável e que permite muitas pinceladas em sobreposição sem esfarelar.
(À venda em Lisboa no El Corte Inglês e Varela da Av. de Madrid).
Obrigado ao meu paciente modelo por posar para mim sempre com boa disposição. E obrigado à Marisa por ter patrocinado os materiais. ;)
domingo, novembro 15, 2009
Guia de campo dos briófitos e líquenes das florestas portuguesas
Já passaram três anos desde que me interessei pelos musgos como tema para o meu primeiro projecto de ilustração científica. Nessa altura enchi um tupperware com pequeninos tapetes verdes que recolhi em Sintra e andei a espreitá-los com um conta-fios.
O professor Pedro Salgado encaminhou-me para o laboratório do Jardim Botânico (MNHN), onde pude falar com especialistas em briófitos e ver os meus musgos à lupa binocular e ao microscópio. Foi com a doutora Cecília Sérgio que fiquei a saber que plantinhas levava no tupperware e foi então que elegi a Timmiella barbuloides para ilustrar.
Entretanto, no Jardim Botânico preparava-se um guia de campo sobre líquenes e briófitos dos carvalhais e foi então que a doutora Cecília me convidou para realizar as ilustrações para a introdução do livro.
Em Abril de 2006 dei este trabalho por concluído mas por questões de financiamento, apenas recentemento o livro foi publicado. Finalmente, na semana passada, deu-se o seu lançamento no âmbito das comemorações do 131º aniversário do Jardim. Estou muito contente com a novidade. Agora que estou munida com o guia fiquei cheia de vontade de voltar a sair para identificar que plantinhas crescem pelos muros e troncos. E de trazê-las para casa para as desenhar, é claro!


























