quinta-feira, março 29, 2012

Exposição "Salada de flores e Sementes à solta" #3

A exposição Salada de flores e Sementes à solta chegou ao fim. Obrigado à CML, à BMOR, à Clara Ferreira, à Dinalivro, à autora Fernanda Botelho e todos os que a visitaram!



 








quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Conferência sobre Desenho de Campo



A convite da Dilar Pereira - artista plástica, desenhadora de campo e professora - na próxima segunda-feira, dia 27 de Fevereiro, às 17:30, irei à Escola Superior de Educação de Lisboa falar sobre Ilustração Científica e Desenho de Campo.
Às 17:00 o artista plástico José Mouga vai falar sobre pintura. 
Aqui fica o convite!

domingo, fevereiro 19, 2012

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Exposição "Salada de flores e Sementes à solta" #1



Na sexta-feira, dia 24 de Fevereiro irei inaugurar a exposição 'Salada de flores' e 'Sementes à solta': ilustração botânica para crianças, na sala de exposições da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (Telheiras).

Iriei expôr as ilustrações originais a aguarela para dois livros infantis de Fernanda Botelho, os primeiros títulos de uma colecção para crianças, dedicada à botânica e à ecologia, publicada pela editora Dinalivro.

No primeiro livro - Salada de flores - visitamos uma quinta ecológica em plena primavera, com direito a um mergulho no lago e a um piquenique com flores na ementa.
O segundo livro - Sementes à solta - é um regresso, quase no outono e em tempo de colheitas, para provar os frutos maduros e guardar sementes para o ano seguinte.

Calendário:
 A exposição estará patente de 24 Fevereiro a 23 Março. A entrada é livre.
A 24 de Fevereiro teremos:
- Hora do conto às 16:00: Fernanda Botelho irá contar a história Sementes à solta;
- Inauguração da exposição às 17:30.

Horário de Inverno: 3ª a 6ª feira: 10h às 19h. Segunda-feira e Sábado: 13h às 19h.
Encerra: Domingos e Feriados. A biblioteca encerra ainda durante a manhã da última quarta-feira do mês,  dia 29, para gestão e planeamento interno, estando aberta ao público a partir das 14h.


Contactos:
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
Estr. de Telheiras 146
Lisboa, Portugal
217 549 030

Apareçam!

Ilustrações para artigo científico sobre briologia


Dendroceros paivae sp. nov. 1. Thallus with two young capsules. 2. Spore. 3. Pseudoelater. 4. Transverse section of costa. 5. Epidermal cells of capsule. 6. Superficial view of wing cells. 7. Thallus with a long mature sporophyte (Scales: 1-100 μm; 2-10 μm; 3 and 6-25 μm; 4 and 5-50 μm; 7-0.25 cm).


Foi publicado há poucos dias um artigo científico que inclui quatro ilustrações minhas. É assinado pelo investigador César Garcia, que pertence à equipa do Centro de Biologia Ambiental do Jardim Botânico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Neste laboratório são estudados briófitos, ou seja, musgos e plantas afins: hepáticas e antocerotas. Estas pequenas plantas representam um estádio primitivo da evolução dos organismos vegetais e, entre as utilidades práticas que lhes são reconhecidas, conta-se a de indicadores da qualidade do ar.

O artigo científico descreve quatro espécies de antocerotas, da família Dendrocerotaceae, presentes em São Tomé e Príncipe. Está disponível online no site Cryptogamie em acesso livre para utilizadores registados.

Uma das espécies descritas é nova para a ciência e foi baptizada com o nome paivae em homenagem ao professor Jorge Paiva, notável pela sua investigação em botânica e pelo seu esforço em promover a conservação da natureza. Para saber mais sobre o trabalho de César Garcia e sobre a homenagem a Jorge Paiva, recomendo a leitura do artigo no Ciência Hoje.




Dendroceros herasii Infante (LISU 237201). 14. Superficial view of wing cells. 15. Thallus with mature capsule. 16. Spore. 17. Epidermal cells of the capsule. 18. Pseudoelater. 19. Transverse section of costa. 20. Gemmae (Scales: 14 and 17-50 μm; 15-0.25 mm; 16-10 μm; 18-100 μm; 19-30 μm; 20-25 μm).



Dendroceros crispatus Nees (LISU 237209). 27. Thallus with capsule. 28. Spore. 29. Transverse section of costa. 30. Pseudoelater. 31. Superficial view of wing cells. 32. Epidermal cells of capsules (Scales: 27-0.25 mm; 28-10 μm; 29-100 μm; 30 and 32-50 μm; 31-33 μm).



Megaceros flagellaris (Mitt.) Steph. 37. Thallus with mature capsule. 38. Spore in proximal view. 39. Pseudoelater. 40. Epidermal cells of capsules. 41. Cells of thallus lamina including the margin. 42. Transverse section of capsule wall (Scales: 37-0.6 mm; 38-10 μm; 39, 40, 41 and 42-50 μm).






O meu trabalho de ilustração foi feito a partir da observação de plantas em lupas binoculares e microscópios. Translúcidas e rendilhadas, são pequenas e frágeis preciosidades, mais reluzentes ou mais rugosas, conforme o seu grau de hidratação. Apesar do valor estético da sua superfície - cor, transparência, brilho e textura - o que importa representar neste caso é a morfologia, de maneira a mostrar as características representativas de cada espécie.

O desenho tem aqui uma função descritiva e usa uma linguagem que procura ser tão clara e inequívoca quanto o método científico o exige. Esta linguagem tem como léxico a linha e o ponto.

A linha, além de estabelecer os limites de cada estrutura, também indicia a progressão das superfícies e as suas relações de sobreposição. Uma linha de contorno também pode ajudar a indicar a volumetria de cada massa sob a iluminação convencional, com origem acima e à esquerda do objecto: os contornos iluminados são então representados com linhas finas, claras; e os contornos em sombra são representados com linhas espessas, escuras.

O ponto é usado em diferentes concentrações para sugerir textura, espessura ou sombra.

Devo esclarecer que as imagens que obtive através das objectivas nem sempre se pareciam com o que vim a desenhar. Principalmente as células das cápsulas, vistas ao microscópio, estão longe de se parecerem com os meus desenhos finais. Para interpretar aquilo que eu estava a ver sob a lente foi necessário comparar os vários planos de focagem do microcópio e ter como referência as representações de células de cápsulas feitas por outros ilustradores.

Ao contrário do que pensam os leigos, a objectividade em ilustração científica raramente tem a ver com um realismo fotorrealista. Na verdade a objectividade tem mais a ver com o rigor na interpretação e formalização da realidade, ainda que essa realidade tenha que ser substituída por códigos que se afastam das aparências.

A objectividade aqui tem a ver com abstracção e com uma codificação que vai ao encontro da consistência da ilustração taxonómica como um todo. Idealmente, uma ilustração de uma espécie desenhada hoje deveria poder ser colocada lado a lado com uma ilustração de uma outra espécie semelhante desenhada no século XIX, para podermor comparar as caraterísticas de ambas sem qualquer interferência de técnicas ou estilos dos autores.

Penso que isto torna claro o porquê de a ilustração científica continuar a fazer sentido numa época em que temos a fotografia digital à nossa disposição. É que a fotografia não possiblilita o nível de selecção e interpretação que o desenho permite. Há que tirar partido daquilo que o desenho ou a fotografia nos dão e combiná-los da melhor forma para mostrar a riqueza do nosso objecto de estudo.

Agradeço ao Dr. César Garcia e à Drª Cecília Sérgio a oportunidade de voltar a colaborar na ilustração das publicações da equipa do laboratório do Jardim Botânico e pela generosidade de me apresentarem a esta dimensão ilimitada de coisas pequenas e verdinhas. :)

terça-feira, janeiro 24, 2012

Sementes à solta... no Público e no blog Letra Pequena

No passado sábado, dia  21 de Janeiro, foi publicada no jornal Público uma recensão sobre o livro "Sementes à solta", da autoria da jornalista Rita Pimenta,  na secção Criança. Este texto está disponível também no blogue Letra Pequena, da mesma autora.


Obrigada, Rita Pimenta! :)

sexta-feira, janeiro 20, 2012

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Sementes à solta #2

Este é um pequeno filme para conhecer um pouco do novo livro que ilustrei. Nesta história de Fernanda Botelho há colheitas, troca de sementes, conselhos ecológicos, plantas medicinais e receitas de outono!


terça-feira, novembro 29, 2011

Sementes à solta #1


Sementes à solta é o novo livro de Fernanda Botelho que acabei de ilustrar há pouquíssimo tempo e que já está quase quase a chegar às livrarias. É uma nova história, com os personagens que encontramos no livro de primavera Salada de flores, mas desta vez em tempo de colheitas.




Aqui podemos folhear um pouco do interior:




E aqui está uma apresentação do livro, pela editora:
'Sementes à solta' - Apresentação para leitor e imprensa

sexta-feira, novembro 04, 2011

Trabalhos de outono

Aqui pelo blog as coisas andam paradas porque estou ocupada a ilustrar um novo livro da Fernanda Botelho... Este novo livro dá continuidade à primaveril Salada de flores.
Aqui fica um cheirinho para amostra.


terça-feira, outubro 04, 2011

Variação da morfologia do crânio

É a isto que se habilita quem se deixa desenhar por mim... 

That's what can happen to someone who poses for me...




Estes desenhos foram integrados num trabalho de investigação sobre as variações morfológicas do crânio humano, no âmbito do mestrado em Anatomia Artística. Obrigado, Vita, Francisco e António!

These studies were done for my master course on artistic anatomic and were an element of a research assignment on human cranial morphology variation. Thank you, Vita, Francisco and António!

sexta-feira, agosto 26, 2011

Sobre-natural #5. Quase a chegar ao fim


A exposição Sobre-natural: 10 olhares sobre a natureza está prestes a chegar ao fim. O último dia será a 4 de Setembro.
Mas os curiosos que não a visitaram têm ainda dois fins de semana e quatro dias úteis para ir espreitar estes trabalhos de inspiração botânica. Os autores são 10: uns estão mais ligados à ilustração científica (grupo em que eu me incluo), outros às artes plásticas.
Para uma antevisão do que pode ser visto por lá, há este dossier de imprensa que pode ser consultado online.
Recomendo vivavente a visita, não só pela exposição mas também pelo bonito jardim sobre o Tejo, com vista para Lisboa.

Estes são alguns dos meus trabalhos que podem encontrar na Casa da Cerca.








Os contactos são:
Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea. Rua da Cerca, 2800-050 Almada
Tel. 21 272 49 50
E-mail: casadacerca@cma.m-almada.

E o horário:
de terça a sexta das 10h às 18h
sábados e domingos das 13h às 18h

Boa visita! Prometo que vai valer a pena!

domingo, agosto 21, 2011

Feira do livro de artista na Fabula Urbis

Estas são algumas imagens da I Feira de Livro de Artista de Lisboa. Foi na livraria Fabula Urbis, ao pé da Sé de Lisboa, de 30 de Julho a 7 de Agosto. O meu livro Uma mão cheia de amoras esteve presente, e eu também passei por lá para uma apresentação sobre o processo criativo que lhe deu origem.

Foi uma boa oportunidade para trocar experiências com outros artistas e contactar com a diversidade de abordagens no campo das edições de autor: dos frágeis e irrepetíveis exemplares únicos, às edições limitadas com um ar extremamente profissional e até mesmo luxuoso, passando por soluções caseiras de vários níveis de sofisticação construtiva... E tudo ali foi examinado com o cuidado que se dispensa às coisas preciosas.

Para o ano há mais. Lá estarei para ver as novidades!

domingo, agosto 14, 2011

O crânio do Dr. Isca Leto

Comprei um esqueleto articulado de 88cm na Loja de História Natural e na semana passada estreei-me com alguns desenhos do crânio, que até dá para desmontar em três partes!






Estou muito contente com o brinquedo novo e em breve vou fazer desenhos do esqueleto em várias posições.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Zoo

A última visita ao zoo foi a mais produtiva de sempre ao nível da quantidade de desenhos que consegui fazer num único dia. Em tão boa companhia (o Richard, a Marilisa e toda a bicharada) passaram-se 9 horas sem se dar muito por isso.

Aqui fica uma selecção. Desta vez levei um caderno grande para desenhar mais à vontade e tentei apanhar as posturas dos animais com pinceladas... isto pelo menos enquanto o water brush não entupiu de vez. A partir daí tive de regressar aos lápis, que são mais lentos. (Este caderno não cabe no scanner, daí as sombras nas digitalizações...)


Tigre a dormir


Bongos


Cangurús-de-Bennet (Macrocarpus rufogriseus)


Coala (Phascolarctos cinereus)



Maras ou Lebres-da-Patagónia (Dolichotis patagonum)



Tigres brancos: as três crias que nasceram no zoo há poucos meses e a respectiva mãe (em baixo)


Elefantes


Chinpanzés-comuns (Pan troglodytes)


Gorila (Gorila gorila)