sábado, maio 19, 2012

Parabéns, priminha


Uma pteridófita aquática em forma de trevo de quatro folhas, pintada para decorar uma caneca personalizada para a minha priminha Cecília.
Parabéns e boa sorte! :)

sábado, abril 21, 2012

Sementes à solta na Feira do Livro de Lisboa



Há quase um ano foi lançado na Feira do Livro de Lisboa o livro primaveril Salada de flores. Chega agora a altura de mostrar, na mesma feira, o segundo livro da colecção, dedicado ao tempo das colheitas: Sementes à solta.

A autora Fernanda Botelho irá contar a história de Sementes à solta e partilhar alguma da sua vasta sabedoria sobre as plantas, incluindo alguns sabores invulgares. Fica o convite para conhecer o livro nas palavras de quem o escreveu, na manhã do próximo sábado, dia 11.


Desta vez não poderei estar presente porque tenho um compromisso inadiável com uma floresta insular. :) Será uma bela forma de carregar baterias para depois regressar e concluir o trabalho de ilustração do terceiro livro da colecção, que desta vez será acerca do verão.

A quem usa o facebook sugiro que visitem e subscrevam as páginas dos livros Salada de flores e Sementes à solta. Aí há informação actualizada sobre os eventos associados a esta colecção.

Esteva

Que era um macho de hamster chinês, dizia a senhora da loja... Mas afinal é uma rapariga e a mim parece-me siberiana.

A Esteva é a nossa bichinha bonita e simpática. Adora cenouras e sementes de girassol e gosta de explorar o interior das nossas mangas. Recuperou milagrosamente de uma fratura na bacia e dá-nos beijinhos por cuidarmos dela.


Como desenhar um bicharoco irrequieto e que passa pouco tempo acordado, como a Esteva?

O desenho acima foi feito usando uma batota. Dei à Esteva pevides de courgette gigante (iguais às das abóboras). Como lhe dão bastante trabalho a descascar, ela fica quieta durante mais tempo do que é habitual e pude desenhá-la com mais calma, em duas sessões.

Quanto aos desenhos abaixo, foram sendo feitos em várias sessões, consoante a oportunidade de ver a "modelo". Durante uma semana mantive um caderno A4 aberto ao pé da gaiola dela, junto com três lápis de cor. Quando ela saia da toca para se alimentar, limpar o pêlo, correr, arrumar as sementes e "conversar" connosco, eu tentava esboçar cada postura. Fui coleccionando diversos desenhos inacabados em três páginas. Quando ela voltava a aparecer retomava a sua rotina e as mesmas posturas que eu já tinha começado a tentar capturar. Fui então completando esses esboços, afinando as proporções e os detalhes até conseguir desenhos um pouco mais completos. Quando mais eu desenhava a Esteva, melhor a percebia e melhor resultavam os desenhos.




Tem sido um belo exercício de paciência, observar e desenhar a Esteva!

Uma grande ajuda foi ter perquisado sobre o esqueleto dos hamsters. Sabendo que tipo de anatomia está por baixo da pele, um animal como este deixa de se visualizado como uma simples bolinha peluda.  Passa a ser compreendido como uma estrutura biomecânica que pode assumir várias configurações.




A quem gosta de desenhar animais mas se queixa de eles não pararem quietos, recomendo preserverança. Os primeiros desenhos provavelmente vão sair "falhados" mas vão ser cruciais para ganhar conhecimento sobre o modelo. Quem desanima e desiste nesta fase nunca será capaz de desenhar bicharada. Há que insistir, repetir, fazer vários desenhos ao mesmo tempo e retomá-los à medida que os bichos vão retomando as posições, procurar conhecer a anatomia, ver mais de perto, corrigir, refinar... Todo isto, com interesse genuíno na compreenção do animal e sem expectativas de produzir uma "obra de arte". 


Obrigado ao António por me oferecer esta prendinha tão boa. 
Obrigado ao Filipe Martinho por ser o nosso médico veterinário, especialista em exóticos.


sábado, abril 07, 2012

quinta-feira, março 29, 2012

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Conferência sobre Desenho de Campo



A convite da Dilar Pereira - artista plástica, desenhadora de campo e professora - na próxima segunda-feira, dia 27 de Fevereiro, às 17:30, irei à Escola Superior de Educação de Lisboa falar sobre Ilustração Científica e Desenho de Campo.
Às 17:00 o artista plástico José Mouga vai falar sobre pintura. 
Aqui fica o convite!

domingo, fevereiro 19, 2012

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Exposição "Salada de flores e Sementes à solta" #1



Na sexta-feira, dia 24 de Fevereiro irei inaugurar a exposição 'Salada de flores' e 'Sementes à solta': ilustração botânica para crianças, na sala de exposições da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (Telheiras).

Iriei expôr as ilustrações originais a aguarela para dois livros infantis de Fernanda Botelho, os primeiros títulos de uma colecção para crianças, dedicada à botânica e à ecologia, publicada pela editora Dinalivro.

No primeiro livro - Salada de flores - visitamos uma quinta ecológica em plena primavera, com direito a um mergulho no lago e a um piquenique com flores na ementa.
O segundo livro - Sementes à solta - é um regresso, quase no outono e em tempo de colheitas, para provar os frutos maduros e guardar sementes para o ano seguinte.

Calendário:
 A exposição estará patente de 24 Fevereiro a 23 Março. A entrada é livre.
A 24 de Fevereiro teremos:
- Hora do conto às 16:00: Fernanda Botelho irá contar a história Sementes à solta;
- Inauguração da exposição às 17:30.

Horário de Inverno: 3ª a 6ª feira: 10h às 19h. Segunda-feira e Sábado: 13h às 19h.
Encerra: Domingos e Feriados. A biblioteca encerra ainda durante a manhã da última quarta-feira do mês,  dia 29, para gestão e planeamento interno, estando aberta ao público a partir das 14h.


Contactos:
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
Estr. de Telheiras 146
Lisboa, Portugal
217 549 030

Apareçam!

Ilustrações para artigo científico sobre briologia


Dendroceros paivae sp. nov. 1. Thallus with two young capsules. 2. Spore. 3. Pseudoelater. 4. Transverse section of costa. 5. Epidermal cells of capsule. 6. Superficial view of wing cells. 7. Thallus with a long mature sporophyte (Scales: 1-100 μm; 2-10 μm; 3 and 6-25 μm; 4 and 5-50 μm; 7-0.25 cm).


Foi publicado há poucos dias um artigo científico que inclui quatro ilustrações minhas. É assinado pelo investigador César Garcia, que pertence à equipa do Centro de Biologia Ambiental do Jardim Botânico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Neste laboratório são estudados briófitos, ou seja, musgos e plantas afins: hepáticas e antocerotas. Estas pequenas plantas representam um estádio primitivo da evolução dos organismos vegetais e, entre as utilidades práticas que lhes são reconhecidas, conta-se a de indicadores da qualidade do ar.

O artigo científico descreve quatro espécies de antocerotas, da família Dendrocerotaceae, presentes em São Tomé e Príncipe. Está disponível online no site Cryptogamie em acesso livre para utilizadores registados.

Uma das espécies descritas é nova para a ciência e foi baptizada com o nome paivae em homenagem ao professor Jorge Paiva, notável pela sua investigação em botânica e pelo seu esforço em promover a conservação da natureza. Para saber mais sobre o trabalho de César Garcia e sobre a homenagem a Jorge Paiva, recomendo a leitura do artigo no Ciência Hoje.




Dendroceros herasii Infante (LISU 237201). 14. Superficial view of wing cells. 15. Thallus with mature capsule. 16. Spore. 17. Epidermal cells of the capsule. 18. Pseudoelater. 19. Transverse section of costa. 20. Gemmae (Scales: 14 and 17-50 μm; 15-0.25 mm; 16-10 μm; 18-100 μm; 19-30 μm; 20-25 μm).



Dendroceros crispatus Nees (LISU 237209). 27. Thallus with capsule. 28. Spore. 29. Transverse section of costa. 30. Pseudoelater. 31. Superficial view of wing cells. 32. Epidermal cells of capsules (Scales: 27-0.25 mm; 28-10 μm; 29-100 μm; 30 and 32-50 μm; 31-33 μm).



Megaceros flagellaris (Mitt.) Steph. 37. Thallus with mature capsule. 38. Spore in proximal view. 39. Pseudoelater. 40. Epidermal cells of capsules. 41. Cells of thallus lamina including the margin. 42. Transverse section of capsule wall (Scales: 37-0.6 mm; 38-10 μm; 39, 40, 41 and 42-50 μm).






O meu trabalho de ilustração foi feito a partir da observação de plantas em lupas binoculares e microscópios. Translúcidas e rendilhadas, são pequenas e frágeis preciosidades, mais reluzentes ou mais rugosas, conforme o seu grau de hidratação. Apesar do valor estético da sua superfície - cor, transparência, brilho e textura - o que importa representar neste caso é a morfologia, de maneira a mostrar as características representativas de cada espécie.

O desenho tem aqui uma função descritiva e usa uma linguagem que procura ser tão clara e inequívoca quanto o método científico o exige. Esta linguagem tem como léxico a linha e o ponto.

A linha, além de estabelecer os limites de cada estrutura, também indicia a progressão das superfícies e as suas relações de sobreposição. Uma linha de contorno também pode ajudar a indicar a volumetria de cada massa sob a iluminação convencional, com origem acima e à esquerda do objecto: os contornos iluminados são então representados com linhas finas, claras; e os contornos em sombra são representados com linhas espessas, escuras.

O ponto é usado em diferentes concentrações para sugerir textura, espessura ou sombra.

Devo esclarecer que as imagens que obtive através das objectivas nem sempre se pareciam com o que vim a desenhar. Principalmente as células das cápsulas, vistas ao microscópio, estão longe de se parecerem com os meus desenhos finais. Para interpretar aquilo que eu estava a ver sob a lente foi necessário comparar os vários planos de focagem do microcópio e ter como referência as representações de células de cápsulas feitas por outros ilustradores.

Ao contrário do que pensam os leigos, a objectividade em ilustração científica raramente tem a ver com um realismo fotorrealista. Na verdade a objectividade tem mais a ver com o rigor na interpretação e formalização da realidade, ainda que essa realidade tenha que ser substituída por códigos que se afastam das aparências.

A objectividade aqui tem a ver com abstracção e com uma codificação que vai ao encontro da consistência da ilustração taxonómica como um todo. Idealmente, uma ilustração de uma espécie desenhada hoje deveria poder ser colocada lado a lado com uma ilustração de uma outra espécie semelhante desenhada no século XIX, para podermor comparar as caraterísticas de ambas sem qualquer interferência de técnicas ou estilos dos autores.

Penso que isto torna claro o porquê de a ilustração científica continuar a fazer sentido numa época em que temos a fotografia digital à nossa disposição. É que a fotografia não possiblilita o nível de selecção e interpretação que o desenho permite. Há que tirar partido daquilo que o desenho ou a fotografia nos dão e combiná-los da melhor forma para mostrar a riqueza do nosso objecto de estudo.

Agradeço ao Dr. César Garcia e à Drª Cecília Sérgio a oportunidade de voltar a colaborar na ilustração das publicações da equipa do laboratório do Jardim Botânico e pela generosidade de me apresentarem a esta dimensão ilimitada de coisas pequenas e verdinhas. :)

terça-feira, janeiro 24, 2012

Sementes à solta... no Público e no blog Letra Pequena

No passado sábado, dia  21 de Janeiro, foi publicada no jornal Público uma recensão sobre o livro "Sementes à solta", da autoria da jornalista Rita Pimenta,  na secção Criança. Este texto está disponível também no blogue Letra Pequena, da mesma autora.


Obrigada, Rita Pimenta! :)

sexta-feira, janeiro 20, 2012

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Sementes à solta #2

Este é um pequeno filme para conhecer um pouco do novo livro que ilustrei. Nesta história de Fernanda Botelho há colheitas, troca de sementes, conselhos ecológicos, plantas medicinais e receitas de outono!


terça-feira, novembro 29, 2011

Sementes à solta #1


Sementes à solta é o novo livro de Fernanda Botelho que acabei de ilustrar há pouquíssimo tempo e que já está quase quase a chegar às livrarias. É uma nova história, com os personagens que encontramos no livro de primavera Salada de flores, mas desta vez em tempo de colheitas.




Aqui podemos folhear um pouco do interior:




E aqui está uma apresentação do livro, pela editora:
'Sementes à solta' - Apresentação para leitor e imprensa

sexta-feira, novembro 04, 2011

Trabalhos de outono

Aqui pelo blog as coisas andam paradas porque estou ocupada a ilustrar um novo livro da Fernanda Botelho... Este novo livro dá continuidade à primaveril Salada de flores.
Aqui fica um cheirinho para amostra.


terça-feira, outubro 04, 2011

Variação da morfologia do crânio

É a isto que se habilita quem se deixa desenhar por mim... 

That's what can happen to someone who poses for me...




Estes desenhos foram integrados num trabalho de investigação sobre as variações morfológicas do crânio humano, no âmbito do mestrado em Anatomia Artística. Obrigado, Vita, Francisco e António!

These studies were done for my master course on artistic anatomic and were an element of a research assignment on human cranial morphology variation. Thank you, Vita, Francisco and António!