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sexta-feira, março 02, 2018

Convento dos Capuchos, Caparica - 3 de Março às 15h

Caríssimos desenhadores:

Amanhã, sábado 3 de Março não é possível fazermos a habitual sessão de desenho livre no jardim da Casa da Cerca, pelo que venho propor-vos um programa alternativo no CONVENTO dos CAPUCHOS, na Caparica.

 

Vamos continuar a observar a chegada da primavera, mas desta vez nos jardins do convento, olharemos o oceano a partir do miradouro e, como o sábado será molhado, poderemos abrigar-nos da chuva no interior e esboçar alguns recantos e perspetivas. Será um encontro informal em que eu própria também vou para desenhar. Por isso desta vez não irei propriamente como formadora mas é claro que podem contar com o meu apoio. ;) Estarei lá entre as 15h e as 17h. Apareçam!



 

Fonte das fotografias: TripAdvisor

sexta-feira, agosto 12, 2016

Estudando árvores


Cipreste da Casa da Cerca em Almada



Medronheiro da escola Roque Gameiro na Amadora



Teixo da Casa do Fauno em Sintra

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Algodão da Casa da Cerca

Tenho orientado as sessões de desenho de observação ao ar livre no Jardim da Casa da Cerca no primeiro sábado de cada mês.

Esta foi a última colheita que fiz por lá.



Se quiserem vir contemplar a aproximação do inverno ao jardim, apareçam na última sessão deste ano: sábado 6 de Dezembro, das 15h às 17h. A participação é gratuita, não requer inscrição e é aberta a quaisquer níveis de experiência. Vamos refinar o olho no desenho de observação tendo a flora como mote.

quinta-feira, junho 06, 2013

Dois urbansketchers na Laurissilva


Levada do Rei


No próximo sábado, dia 8 de Junho, estarei com o urbansketcher José Louro a partilhar a nossa experiência de desenho de campo na floresta laurissilva da ilha da Madeira.

Em Abril de 2012 Sara Simões e José Louro participaram numa expedição de 9 dias à floresta Laurissilva, na ilha da Madeira, a convite do Grupo do Risco, coletivo de desenhadores e fotógrafos científicos. É este relato que gostávamos de partilhar com todos os que quiserem saber como levadas, falésias, loureiros, tentilhões, palheiros e lagartixas foram passadas para o diário gráfico de dois urban sketchers.

Às 15h faremos uma apresentação dos nossos desenhos: o José Louro com os seus registos rápidos e sintéticos, para prender à memória a essência do que se viveu em viagem; e eu com os meus desenhos detalhados e descritivos, a derrapar para a contemplação.

Às 16h iremos orientar um workshop de desenho, propondo aos participantes abordar o museu das comunicações de duas formas, quase diametralmente opostas mas complementares: a máxima economia gráfica; e a descrição detalhada.

Este evento está integrado no 2º Ciclo de Comunicações e Workshops - Do museu ao bairro | histórias de viajantes - organizado pela fundação Portuguesa das Comunicações. Mais detalhes em:
http://www.fpc.pt/pt-pt/Home/Agenda/tabid/278/ModuleID/1184/ItemID/28538/mctl/EventDetails/Default.aspx



Til monumental na Fajã da Nogueira, Montado do Sabugal



Os meus caros briófitos: musgos e antocerotas



Lagartixa da Madeira: Lacerta dugesii


Fundação Portuguesa das Comunicações
Museu das Comunicações
Rua do Instituto Industrial, 16 (ver mapa de localização)
1200-225 Lisboa
Tel: 21 393 5108 /59
Fax: 21 393 5006
E-mail: museu@fpc.pt

Coordenadas GPS 38.707818 | -9.150462

Página do Museu das Comunicações
http://www.fpc.pt/pt-pt/Museu/Informaçõesúteis.aspx

Página do evento no facebook:
https://www.facebook.com/events/540744499302072/

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Ilustrações para artigo científico sobre briologia


Dendroceros paivae sp. nov. 1. Thallus with two young capsules. 2. Spore. 3. Pseudoelater. 4. Transverse section of costa. 5. Epidermal cells of capsule. 6. Superficial view of wing cells. 7. Thallus with a long mature sporophyte (Scales: 1-100 μm; 2-10 μm; 3 and 6-25 μm; 4 and 5-50 μm; 7-0.25 cm).


Foi publicado há poucos dias um artigo científico que inclui quatro ilustrações minhas. É assinado pelo investigador César Garcia, que pertence à equipa do Centro de Biologia Ambiental do Jardim Botânico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Neste laboratório são estudados briófitos, ou seja, musgos e plantas afins: hepáticas e antocerotas. Estas pequenas plantas representam um estádio primitivo da evolução dos organismos vegetais e, entre as utilidades práticas que lhes são reconhecidas, conta-se a de indicadores da qualidade do ar.

O artigo científico descreve quatro espécies de antocerotas, da família Dendrocerotaceae, presentes em São Tomé e Príncipe. Está disponível online no site Cryptogamie em acesso livre para utilizadores registados.

Uma das espécies descritas é nova para a ciência e foi baptizada com o nome paivae em homenagem ao professor Jorge Paiva, notável pela sua investigação em botânica e pelo seu esforço em promover a conservação da natureza. Para saber mais sobre o trabalho de César Garcia e sobre a homenagem a Jorge Paiva, recomendo a leitura do artigo no Ciência Hoje.




Dendroceros herasii Infante (LISU 237201). 14. Superficial view of wing cells. 15. Thallus with mature capsule. 16. Spore. 17. Epidermal cells of the capsule. 18. Pseudoelater. 19. Transverse section of costa. 20. Gemmae (Scales: 14 and 17-50 μm; 15-0.25 mm; 16-10 μm; 18-100 μm; 19-30 μm; 20-25 μm).



Dendroceros crispatus Nees (LISU 237209). 27. Thallus with capsule. 28. Spore. 29. Transverse section of costa. 30. Pseudoelater. 31. Superficial view of wing cells. 32. Epidermal cells of capsules (Scales: 27-0.25 mm; 28-10 μm; 29-100 μm; 30 and 32-50 μm; 31-33 μm).



Megaceros flagellaris (Mitt.) Steph. 37. Thallus with mature capsule. 38. Spore in proximal view. 39. Pseudoelater. 40. Epidermal cells of capsules. 41. Cells of thallus lamina including the margin. 42. Transverse section of capsule wall (Scales: 37-0.6 mm; 38-10 μm; 39, 40, 41 and 42-50 μm).






O meu trabalho de ilustração foi feito a partir da observação de plantas em lupas binoculares e microscópios. Translúcidas e rendilhadas, são pequenas e frágeis preciosidades, mais reluzentes ou mais rugosas, conforme o seu grau de hidratação. Apesar do valor estético da sua superfície - cor, transparência, brilho e textura - o que importa representar neste caso é a morfologia, de maneira a mostrar as características representativas de cada espécie.

O desenho tem aqui uma função descritiva e usa uma linguagem que procura ser tão clara e inequívoca quanto o método científico o exige. Esta linguagem tem como léxico a linha e o ponto.

A linha, além de estabelecer os limites de cada estrutura, também indicia a progressão das superfícies e as suas relações de sobreposição. Uma linha de contorno também pode ajudar a indicar a volumetria de cada massa sob a iluminação convencional, com origem acima e à esquerda do objecto: os contornos iluminados são então representados com linhas finas, claras; e os contornos em sombra são representados com linhas espessas, escuras.

O ponto é usado em diferentes concentrações para sugerir textura, espessura ou sombra.

Devo esclarecer que as imagens que obtive através das objectivas nem sempre se pareciam com o que vim a desenhar. Principalmente as células das cápsulas, vistas ao microscópio, estão longe de se parecerem com os meus desenhos finais. Para interpretar aquilo que eu estava a ver sob a lente foi necessário comparar os vários planos de focagem do microcópio e ter como referência as representações de células de cápsulas feitas por outros ilustradores.

Ao contrário do que pensam os leigos, a objectividade em ilustração científica raramente tem a ver com um realismo fotorrealista. Na verdade a objectividade tem mais a ver com o rigor na interpretação e formalização da realidade, ainda que essa realidade tenha que ser substituída por códigos que se afastam das aparências.

A objectividade aqui tem a ver com abstracção e com uma codificação que vai ao encontro da consistência da ilustração taxonómica como um todo. Idealmente, uma ilustração de uma espécie desenhada hoje deveria poder ser colocada lado a lado com uma ilustração de uma outra espécie semelhante desenhada no século XIX, para podermor comparar as caraterísticas de ambas sem qualquer interferência de técnicas ou estilos dos autores.

Penso que isto torna claro o porquê de a ilustração científica continuar a fazer sentido numa época em que temos a fotografia digital à nossa disposição. É que a fotografia não possiblilita o nível de selecção e interpretação que o desenho permite. Há que tirar partido daquilo que o desenho ou a fotografia nos dão e combiná-los da melhor forma para mostrar a riqueza do nosso objecto de estudo.

Agradeço ao Dr. César Garcia e à Drª Cecília Sérgio a oportunidade de voltar a colaborar na ilustração das publicações da equipa do laboratório do Jardim Botânico e pela generosidade de me apresentarem a esta dimensão ilimitada de coisas pequenas e verdinhas. :)

quinta-feira, junho 30, 2011

Anatomia Artística



Ao longo deste ano lectivo tenho frequentado o mestrado em Anatomia Artistica na FBAUL. Gostava de mostrar mais dos desenhos dos últimos meses mas são muito grandes (de A2 para cima). Falta-me paciência para digitalizá-los em 7 postas no scanner A4 e não acerto com a luz certa para os fotografar. :(

Fica aqui uma pequena amostra do que fiz.












segunda-feira, abril 26, 2010

Bocas de lobo: desenho de linha


Já não desenhava a tinta-da-china há algum tempo, por isso aproveitei o facto de o meu único pé de bocas-de-lobo estar a florescer para registar o fenómeno.

domingo, agosto 23, 2009

quarta-feira, março 18, 2009

Jacinto


Comprei um bolbo discreto que se converteu numa coisa espalhafatosa e que dá para cheirar de longe.