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domingo, janeiro 20, 2019

Rena a saltar - 2



Há exposições em que uma visita não chega. É o caso da exposição Body Worlds - Animals Inside Out, que esteve na Cordoaria Nacional no verão de 2018.

Já tinha desenhado uma rena e depois desenhei outra.

E ainda lá voltaria pelos esqueletos de avestruz e de coelho, a girafa e o colossal elefante, se a exposição não tivesse terminado.








Fotografias de Helena Ambrósio

domingo, setembro 02, 2018

Rena a saltar - 1






Uma rena a saltar.
Já tinha saudades de desenhar anatomia e por isso visitei a exposição Body Worlds - Animals Inside Out, na Cordoaria.

terça-feira, agosto 22, 2017

Irina



Recém-chegada à sua nova morada, e depois da canseira da viagem, a Irina aproveitou para fazer uma soneca.

quinta-feira, junho 06, 2013

Dois urbansketchers na Laurissilva


Levada do Rei


No próximo sábado, dia 8 de Junho, estarei com o urbansketcher José Louro a partilhar a nossa experiência de desenho de campo na floresta laurissilva da ilha da Madeira.

Em Abril de 2012 Sara Simões e José Louro participaram numa expedição de 9 dias à floresta Laurissilva, na ilha da Madeira, a convite do Grupo do Risco, coletivo de desenhadores e fotógrafos científicos. É este relato que gostávamos de partilhar com todos os que quiserem saber como levadas, falésias, loureiros, tentilhões, palheiros e lagartixas foram passadas para o diário gráfico de dois urban sketchers.

Às 15h faremos uma apresentação dos nossos desenhos: o José Louro com os seus registos rápidos e sintéticos, para prender à memória a essência do que se viveu em viagem; e eu com os meus desenhos detalhados e descritivos, a derrapar para a contemplação.

Às 16h iremos orientar um workshop de desenho, propondo aos participantes abordar o museu das comunicações de duas formas, quase diametralmente opostas mas complementares: a máxima economia gráfica; e a descrição detalhada.

Este evento está integrado no 2º Ciclo de Comunicações e Workshops - Do museu ao bairro | histórias de viajantes - organizado pela fundação Portuguesa das Comunicações. Mais detalhes em:
http://www.fpc.pt/pt-pt/Home/Agenda/tabid/278/ModuleID/1184/ItemID/28538/mctl/EventDetails/Default.aspx



Til monumental na Fajã da Nogueira, Montado do Sabugal



Os meus caros briófitos: musgos e antocerotas



Lagartixa da Madeira: Lacerta dugesii


Fundação Portuguesa das Comunicações
Museu das Comunicações
Rua do Instituto Industrial, 16 (ver mapa de localização)
1200-225 Lisboa
Tel: 21 393 5108 /59
Fax: 21 393 5006
E-mail: museu@fpc.pt

Coordenadas GPS 38.707818 | -9.150462

Página do Museu das Comunicações
http://www.fpc.pt/pt-pt/Museu/Informaçõesúteis.aspx

Página do evento no facebook:
https://www.facebook.com/events/540744499302072/

quarta-feira, junho 27, 2012

sábado, abril 21, 2012

Esteva

Que era um macho de hamster chinês, dizia a senhora da loja... Mas afinal é uma rapariga e a mim parece-me siberiana.

A Esteva é a nossa bichinha bonita e simpática. Adora cenouras e sementes de girassol e gosta de explorar o interior das nossas mangas. Recuperou milagrosamente de uma fratura na bacia e dá-nos beijinhos por cuidarmos dela.


Como desenhar um bicharoco irrequieto e que passa pouco tempo acordado, como a Esteva?

O desenho acima foi feito usando uma batota. Dei à Esteva pevides de courgette gigante (iguais às das abóboras). Como lhe dão bastante trabalho a descascar, ela fica quieta durante mais tempo do que é habitual e pude desenhá-la com mais calma, em duas sessões.

Quanto aos desenhos abaixo, foram sendo feitos em várias sessões, consoante a oportunidade de ver a "modelo". Durante uma semana mantive um caderno A4 aberto ao pé da gaiola dela, junto com três lápis de cor. Quando ela saia da toca para se alimentar, limpar o pêlo, correr, arrumar as sementes e "conversar" connosco, eu tentava esboçar cada postura. Fui coleccionando diversos desenhos inacabados em três páginas. Quando ela voltava a aparecer retomava a sua rotina e as mesmas posturas que eu já tinha começado a tentar capturar. Fui então completando esses esboços, afinando as proporções e os detalhes até conseguir desenhos um pouco mais completos. Quando mais eu desenhava a Esteva, melhor a percebia e melhor resultavam os desenhos.




Tem sido um belo exercício de paciência, observar e desenhar a Esteva!

Uma grande ajuda foi ter perquisado sobre o esqueleto dos hamsters. Sabendo que tipo de anatomia está por baixo da pele, um animal como este deixa de se visualizado como uma simples bolinha peluda.  Passa a ser compreendido como uma estrutura biomecânica que pode assumir várias configurações.




A quem gosta de desenhar animais mas se queixa de eles não pararem quietos, recomendo preserverança. Os primeiros desenhos provavelmente vão sair "falhados" mas vão ser cruciais para ganhar conhecimento sobre o modelo. Quem desanima e desiste nesta fase nunca será capaz de desenhar bicharada. Há que insistir, repetir, fazer vários desenhos ao mesmo tempo e retomá-los à medida que os bichos vão retomando as posições, procurar conhecer a anatomia, ver mais de perto, corrigir, refinar... Todo isto, com interesse genuíno na compreenção do animal e sem expectativas de produzir uma "obra de arte". 


Obrigado ao António por me oferecer esta prendinha tão boa. 
Obrigado ao Filipe Martinho por ser o nosso médico veterinário, especialista em exóticos.


quarta-feira, agosto 03, 2011

Zoo

A última visita ao zoo foi a mais produtiva de sempre ao nível da quantidade de desenhos que consegui fazer num único dia. Em tão boa companhia (o Richard, a Marilisa e toda a bicharada) passaram-se 9 horas sem se dar muito por isso.

Aqui fica uma selecção. Desta vez levei um caderno grande para desenhar mais à vontade e tentei apanhar as posturas dos animais com pinceladas... isto pelo menos enquanto o water brush não entupiu de vez. A partir daí tive de regressar aos lápis, que são mais lentos. (Este caderno não cabe no scanner, daí as sombras nas digitalizações...)


Tigre a dormir


Bongos


Cangurús-de-Bennet (Macrocarpus rufogriseus)


Coala (Phascolarctos cinereus)



Maras ou Lebres-da-Patagónia (Dolichotis patagonum)



Tigres brancos: as três crias que nasceram no zoo há poucos meses e a respectiva mãe (em baixo)


Elefantes


Chinpanzés-comuns (Pan troglodytes)


Gorila (Gorila gorila)

quinta-feira, novembro 18, 2010

Anfíbios no Jardim Tropical

Na semana passada visitei a exposição dos anfíbios no Jardim Tropical em Belém. Haviam muitos terrários com quase todos os anfíbios que podem ser encontrados no território português. Aproveitei a oportunidade e registei-os no caderno.


Salamandra-de-costelas-salientes


Salamandra-de-costelas-salientes


Salamandra-de-costelas-salientes (página esquerda)
Tritão palmado (página direita)


Rela comum (página esquerda)
Tritão marmorado (página direita)

sábado, setembro 12, 2009

Regresso a Mértola



Pulo do lobo

Este local onde o Guadiana se precipita mais enérgico é considerado um monumento geológico. Aqui os seixos arastados pela água rolam nas cavidades da rocha e vão esculpindo as chamadas marmitas de gigante. O dia estava muito quente, por isso abriguei-me do sol numa destas cavidades na margem do rio, que recebe água apenas nas alturas em que o rio tem maior caudal. Por eu estar metida dentro de um buraco, no meu desenho não se vê o rio, mas apenas a rocha da marmita e a margem oposta do rio com a enigmática torre. Já não é a primeira vez que a desenho...




Cardo

Esta simpática flor lanuda e seca foi desenhada com ecoline branca e aguarela sépia.





Margem do Guadiana
Num dia dedicado à canoagem, fizemos uma paragem para desenhar e descansar. O que atraiu a minha atenção foi a terra esburacada esculpida pela água do rio. Esta zona do Guadiana é afectada pelas marés e durante o tempo que nos dedicámos a desenhar sentados na canoa pudemos sentir a maré a descer e a voltar a subir.
Para este desenho usei grafite sobre poliester (película plástica com aspecto similar ao papel vegetal de 90 ou 110g). Preferi não arriscar levar o meu caderno para a água e deixei-o em terra, em segurança. Levei então o poliester, que não se livrou de apanhar banho mas que não sofreu nada com isso.
O poliester funciona muito bem para desenhos com sombreados com linhas. O trabalho de mancha é que pode ser mais complicado do que no papel.
Montei o poliester no meu moleskine e aproveitei para dar umas aguadas de cor na folha de suporte, que se vêm à transparência e realçam as diferenças entre os vários elementos.


Crâneo de javali

Mais uma vez volto a desenhar ossos recolhidos no Pulo do Lobo....