quinta-feira, outubro 26, 2006

Linóleo - impressões caseiras



Estas formam duas das minhas primeiras experiências de impressão caseira com linóleo. Nestas usei papel ingres (preto) e papel cavalinho (branco).

Até agora o que resultou melhor - e que fiz para estas duas provas - foi:
- submergir o papel em água durante uns minutos, escorrê-lo e absorver o excesso de humidade entre papéis absorventes ;
- usar tinta de óleo ligeiramente diluida com óleo de linho (inicialmente experimentei guache mas secava na matriz antes de chegar ao papel);
- imprimir fazendo pressão com uma colher de pau no verso do papel e contra a matriz.
Tenho algumas ideias e quero fazer umas tiragens caseiras. Suponho que antes de mais tenho de ir comprar uma tinta decente.
Alguém tem sugestões para eu melhorar a impressão? Todas as dicas são úteis.

Aqui tenho o desenho prévio e a matriz.

12 comentários:

gui (margarida) disse...

Existem tintas próprias para a técnica linóleo. Podes experimentar essas.

gui (margarida) disse...

é verdade... a tinta espalha-se com um rola para ficar uniforme. Parece-me que tens usado o pincel... acertei?

Ana Oliveira disse...

deixei-te uma mensagem no meu blog, na little red ridding hood III e V. Mas eu só uso tintas à base de água e gosto das minhas impressões assim rafeiras... :)

velhadaldeia disse...

Olá, Margarida!
Fico feliz pela visita!
Eu inicialmente espalhei a tinta com pincel e como conclui que ficava pouco uniforme, fiz uma boneca de pano com algodão por dentro... e o resultado melhorou bastante. Mas sim, o rolo já está na minha lista de compras. :)
Sara

velhadaldeia disse...

Olá, Ana!
Pois é! As minhas 2 primeiras impressões (que não mostro no blog) saíram bem rafeiras e com um alto potencial para fazer umas ilustrações interessantes!
Mas queria fazer uma piquena tiragem para os amigos com uma qualidade mais aceitável e regular. Assim o pessoal não diz "Ah, e tal, porque a prova dele é mais bonita que a minha." :)
Obrigada pelas dicas!
Sara

dilarp disse...

Para alem das tintas proprias e do rolo, talvez pudesses experimentar usar uma colher de metal em vez da colher de pau, por muito lisa q a madeira esteja, nunca e t\ao lisa como o metal. Fiz uma vez, ha ja uns anos, uma investigacao sobre t]ecnicas de gravura, falei com artistas gravadores e estive a ver como faziam e, usavam colheres de metal. Diferentes texturas poder]as depois obter usando diferentes papeis. dilarp

Helena disse...

Olá Sarita,

Depois de pores o papel em cima aconselho a que uses o reolo da massa e faças pressão no papel para trasferir a tinta. Com cuidado, estilo cilindro de comprimir alcatrão na rua. Para aplicar a tinta nada como o rolo como a gui mencionou e o algodão também funciona - eu customava usar um rolo de gaze - funciona muito bem. Tentar usar papel offset of bristol e tintas de água. Beijinhos Helena

velhadaldeia disse...

Dilar e Helena:

Colher de metal, rolo da massa? O meu estirador vai-se confundir com a bancada da cozinha! :)
Boas dicas. Vou experimentar e depois dou feedback.

Sara

Isabel Ferreira disse...

Olá filhota,

já tenho o rolo da massa no carro, logo levo-to.

Beijocas da mãe

velhadaldeia disse...

Conclusões:

- A tinta.
Já experimentei tinta própria para linóleo e à base de óleo. Espalha-se melhor e não seca na matriz antes de chegar ao papel.

- A tintagem.
Já arranjei o rolo de borracha para espalhar a tinta. Só há um probleminha: está torto e por isso não espalha a tinta muito uniformente. Só com muitas passagens e cansaço consigo tintar decentemente a matriz.

- A pressão para imprimir.
Ganhou o rolo da massa. Tenho um pequenino de madeira de brincar que funciona muito bem.

Pulika disse...

Sou xilógrafo e trabalho com madeira e linóleo. O uso de pincéis para entintagem e de tintas a base de água artesanais para impressão é usual na gravura tradicional japonesa (Ukiyo-ê). A partir de umas pesquisas para adaptação dos materiais feita pela profª Stella Maris na UnB, fizemos alguns seminários para uso desta técnica. O "pincel" era feito a partir de escovas de roupa, com as quinas arredondadas (através de lixas para madeira). As tintas, originalmente (no japão) feitas a base de ossos de cavalo, a gente preparou com aquarela mais grude de polvilho. A impresão, em papel cançon previamente umedecido (entre folhas de jornal aspergidas com água). A impressão era feita com um baren improvisado (palha de milho), mas funciona também com colher de pau. A matriz precisa estar bem lixada. Se madeira, lixar em baixo d'água e com lixa para metal. Com linóleo deve dar também. Os resultados foram bons, mas as cores mais fortes precisam ser impressas duas ou três vezes para se obter um bom resultado.
Pulika (Paulo Couto Teixeira)
Brasília
pelapaz@solar.com.br

velhadaldeia disse...

Pulika:
Obrigado por todas as informações! Estou cheia de vontade de experimentar a xilogravura, mas como o tempo escasseia, vou adiar por mais algum tempo. Entretanto já tenho mais ideias para aplicar ao linóleo. Até ao fim do ano espero ter dois trabalhos para mostrar.